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Guterres condena ataque à maternidade na Ucrânia

A imprensa internacional noticiou que nesta quarta-feira, 14º dia da guerra na Ucrânia, um ataque atribuído a Rússia atingiu a maternidade de um hospital em Mariupol, cidade portuária no sudeste da Ucrânia. Durante o ataque, 17 pessoas ficaram feridas, incluindo funcionários e mulheres em trabalho de parto. Segundo Pavlo Krylenko, chefe da administração militar ucraniana, citado pela BBC News,  não há registo de crianças entre as vítimas.

O ataque foi condenado pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres que pediu fim da “violência sem sentido”.

“Os civis estão a pagar o preço mais alto por uma guerra que não tem nada a ver com eles. Esta violência sem sentido deve parar. Acabem com derramamento de sangue agora”, afirmou António Guterres numa mensagem publicada no Twitter.

A directora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Catherine Russell, citada pela Lusa, disse estar aterrorizada pelo ataque à unidade hospitalar.

“Ainda não sabemos o número de vítimas, mas tememos o pior”, referiu em comunicado Catherine Russel, destacando que a ofensiva deixou crianças e mulheres em trabalho de parto sob os escombros do edifício.

Para Catherine Russel este ataque “ressalta o terrível preço” que a guerra “está a provocar às crianças e famílias da Ucrânia”.

Informações avançadas pela imprensa internacional indicam que o ataque russo também atingiu um hospital pediátrico mas, não há informação de crianças feridas.

 

“ATACAR MATERNIDADE E PEDIATRIA É CRIME DE GUERRA E GENOCÍDIO”, DIZ ZELENSKY

O ataque da Força Aérea russa, esta quarta-feira, a um hospital de Mariupol é “um crime de guerra”, denunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky e apelou novamente ao encerramento do espaço aéreo ucraniano.

“Nunca fizemos, nem nunca faríamos algo como este crime de guerra nas cidades das regiões de Donetsk e Lugansk ou em qualquer outra região. Em nenhuma cidade da Terra. Porque somos humanos. E vocês?”, questionou o presidente Ucraniano.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou o seu apelo a uma resolução pacífica do conflito, condenando o ataque contra o hospital pediátrico.

Em Zhytomir, segundo a Euronews, um outro hospital também foi bombardeado. Segundo a OMS, há pelo menos 18 ataques confirmados contra instalações médicas ou ambulâncias desde o início da invasão, que fizeram uma dezena de mortos.

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