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Gregório Leão queixa-se de perseguição por parte do SERNAP

Foto: O País

O antigo director-geral do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), Gregório Leão, continuou a ser ouvido na quinta-feira.

Inicialmente, estavam previstos dois dias para a sua audição, mas, até à noite de última terça-feira, ainda havia muitas perguntas do Ministério Público por responder e a sessão foi interrompida, após o réu ter alegado problemas de saúde.

Esta quinta-feira, durante a discussão de questões prévias, o réu Gregório Leão alegou que ele e a sua esposa estão a ser vítimas de perseguição por parte do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP).

Gregório Leão disse ao Tribunal que tem sofrido pressão por parte do SERNAP. Segundo o réu, a sua esposa Ângela Leão tem sofrido tortura psicológica no estabelecimento penitenciário.

“Esta manhã, quando cheguei aqui, fiquei preocupado. Vi a minha esposa e disse-me que estava a sofrer uma tortura psicológica no estabelecimento penitenciário. Ela está muito desamparada. Muita pressão. Não consegue dormir”, disse Gregório Leão.

Gregório Leão disse ainda ao Tribunal que a força de segurança interna tem limitado os movimentos da sua esposa a co-ré Ângela Leão dentro da prisão e os obriga a vestir camisolas prisionais durante as audições. Entretanto, Gregório Leão afirma que as camisolas prisionais não lhes protegem do frio.

“Não foi fácil gerir esta informação. No primeiro dia, não nos deixaram conversar, foi a única oportunidade que tive aqui. Mas, hoje, ela informou-me que não tem liberdade de circulação. Diz que são indicadas pessoas para lhe perseguirem por onde vai. Apesar de o Meritíssimo ter dado instruções, o comandante do estabelecimento obriga-nos a vestir essas camisolas (prisionais). Segundo eles, essa é uma ordem superior. Essas camisolas não aquecem. Quem sofre, na sala, com temperaturas frias somos nós”, referiu o réu Gregório Leão, acrescentado que há excessos de pressão por parte do SERNAP.

O Juiz ouviu a inquietação do réu e autorizou o casal Leão a conversar e vestir as suas camisolas.

Chamei os funcionários do SERNAP e realmente estavam a interditar. Eu disse que podiam usar camisolas por causa da temperatura. Não sabia que estava (a co-ré Ângela Leão) a sofrer torturas. O tribunal vai inteirar-se do assunto, relativamente às camisolas, a convivência para poder ajudar na solução. Quando estiverem aqui no tribunal, tragam os vossos casacos. Quando sentirem frio, usem os vossos casacos”, permitiu Efigénio Baptista.

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