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Graça Machel defende criação de tribunais especiais para crimes de corrupção

Graça Machel propõe a criação de tribunais especializados para julgar crimes contra a economia como um mecanismo de luta contra a corrupção em Moçambique. A activista social entende que se os crimes de corrupção forem julgados nos tribunais comuns, os casos prolongam-se por períodos “quase que sem fim”, criando-se, na sociedade, um sentimento de impunidade. “E quando se cria o sentimento de impunidade, desenvolvemos uma atitude de grande tolerância perante crimes contra a economia, porque achamos que não se vai fazer nada”, disse Graça Machel, citada pela AIM.

A activista defendeu que os serviços de investigação criminal, o Ministério Público, os tribunais e os serviços penitenciários devem trabalhar juntos e de forma articulada para que os processos não tenham de ser prolongados infinitamente, a não ser quando o caso exija uma investigação prolongada. Para a activista, o país deve estar igualmente dotado de instrumentos capazes de permitir detectar, imediatamente, os casos de corrupção, para, na mesma linha, serem encaminhados aos tribunais especializados, visando responsabilizar os respectivos autores. “Neste momento, aquele que sofre mais é o cidadão comum, é aquele mais baixo, aquele que perdeu o emprego, aquele cujo salário já não tem qualquer expressão para ter alimentação, transporte, pagar os estudos dos filhos”.

Graça Machel falava, sexta-feira última, à imprensa antes de proferir uma palestra para organizações do sector privado sobre a ética empresarial em Moçambique, um evento organizado pelo Instituto de Directores de Moçambique, em parceria com a Ordem dos Contabilistas e Auditores (OCAM)

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