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Governo sonda investidores para financiar Mphanda Nkuwa

Foto: DW

“A sondagem ao mercado internacional não é um processo de procurement, antecede o lançamento do concurso para a selecção do investidor estratégico e financeiro para o desenvolvimento do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (MKN). Este teste é essencial para garantir que o processo de selecção do parceiro estratégico e financeiro seja atractivo, competitivo e participativo”.

O Governo realizou na quarta-feira, 29 de Setembro, uma conferência virtual ao mercado internacional com potenciais investidores estratégicos e financeiros, para o desenvolvimento do MKN e infra-estruturas associadas ao transporte de energia.

Denominado “Potential Investors Market Sounding” ou sondagem de mercado aos potenciais investidores, o evento, que contou com 155 participantes de 35 empresas de renome internacional na área de geração e transporte de energia eléctrica (com destaque para Southern Africa Power Pool), provenientes de vários países de todos os continentes, assim como 12 bancos comerciais e agências financeiras bilaterais e multilaterais, serviu para testar o mercado internacional e foi realizado através de duas sessões plenárias virtuais.

A sondagem visa garantir que o processo de selecção do parceiro estratégico e financeiro seja atractivo, competitivo e participativo, face à dimensão do investimento requerido, que está na ordem dos USD 5 mil milhões e à complexidade da transacção legal e financeira associada.

“O Ministério tomou a decisão de relançar o Projecto Hidroeléctrico Mphanda Nkuwa de 1.500 MW e instalações de transmissão associadas, no ano passado e, pouco tempo depois, estabelecemos e encarregámos uma equipa técnica independente no âmbito do Gabinete de Implementação do Mphanda Nkuwa (GMNK) e a concessionária nacional de energia, a empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa para liderar a selecção de um parceiro estratégico para a implementação do projecto”, afirmou Ernesto Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia.

O MKN será localizado a jusante da actual barragem de Cahora Bassa e é de extrema importância para Moçambique, como uma fonte fiável de electricidade limpa e de baixo custo.

“Consideramos este projecto como um pré-requisito para acelerar o crescimento económico e melhorar o nível de vida de todos os nossos cidadãos”, acrescentou Tonela.

Mphanda Nkuwa é uma parte integrante do Plano Director Integrado de Infra-estruturas Eléctricas. Segundo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), Mphanda Nkuwa está preparado para apoiar a realização da visão do Governo de acesso universal da electricidade até 2030, estimular a industrialização e impulsionar o crescimento através de infra-estruturas de transmissão fiáveis.

Adicionalmente, o projecto irá criar oportunidades de exportação de energia para reforçar a posição de Moçambique como um centro regional de energia eléctrica, garantindo, ao mesmo tempo, a segurança do abastecimento doméstico.

A etapa seguinte consistirá no lançamento do concurso para a selecção do parceiro estratégico, prevista para Dezembro do corrente ano. A selecção do investidor será feita em 2022, com base em critérios de capacidade técnica, robustez financeira e experiência internacional no desenvolvimento de projectos hidroeléctricos.

 

PROJECTO HIDROELÉCTRICO DE MPHANDA NKUWA

O GMNK foi criado através do Diploma Ministerial nº 18/2019, de 07 de Fevereiro, pelo MIREME. O objectivo principal é assegurar a coordenação das acções para a implementação do projecto de MNK.

O Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, com uma barragem a fio de água, estará localizado a 61 km a jusante de Cahora Bassa, no Rio Zambeze, na província de Tete. Terá uma capacidade instalada de produção de energia não inferior a 1.300 Megawatts, dos quais 760 Megawatts serão de capacidade firme.

A configuração e especificação da linha de transporte de energia, para a evacuação da energia de Mphanda Nkuwa, será determinada pela actualização do estudo de transporte, na base de menor custo da infra-estrutura. A linha de transporte de energia de Tete a Maputo terá cerca de 1.300 quilómetros de distância.

O projecto será implementado em rigorosa conformidade com as normas nacionais e melhores práticas internacionalmente aceites, para o desenvolvimento de projectos desta natureza, para mitigação dos impactos negativos e maximização dos aspectos positivos. Nesse âmbito, o GMNK estabeleceu uma parceria institucional com a Associação Internacional de Hidroelectricidade (IHA), para assegurar uma avaliação apropriada da sustentabilidade do projecto, a certificação exigida, incluindo formação e capacitação institucional.

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