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Governo sem condições para subsidiar gasolineiras

Foto: O País

O Governo diz que não é sustentável subsidiar as petrolíferas e gasolineiras, no entanto continuará a subsidiar os transportadores privados, para que o agravamento do preço do combustível não prejudique o cidadão.

Estas declarações foram dadas, nesta quinta-feira, pelo ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, respondendo às perguntas dos deputados, na IV sessão ordinária da Assembleia da República, na sequência do agravamento do preço do Combustível, que ameaça a afixação de novas tarifas dos transportes públicos de passageiros.

Na ocasião, o Governo disse que a subida do preço do combustível era incontornável, tendo em conta o preço do barril no mercado internacional.

“O combustível é importado. Ele representa anualmente, em média, 850 milhões de dólares. As nossas exportações são de 1 bilião e 300 milhões de dólares, ou seja, 66 por cento das nossas exportações são para compra de combustível. Por isso, é importante que tudo seja feito para que este recurso não falte, mas ao mesmo tempo que seja atractivo aos operadores privados”, explicou o governante, tendo acrescentado que “não é sustentável o Estado subsidiar as gasolineiras, mas é sustentável apoiar na agricultura e nos transportes públicos, para que tenhamos as coisas a funcionarem”.

Para minimizar os impactos deste agravamento, o ministro da Economia e Finanças apontou a necessidade de investimento nas áreas de agricultura, estradas, energia e outras, para que esta situação não sufoque a economia do país.

Maleiane disse que, para a área dos transportes, a directamente afectada pelo agravamento do preço do combustível, o Governo importou e entregou ao sector privado cerca de 600 autocarros, dos 1000 prometidos, com o objectivo de reduzir o problema de mobilidade que afecta as principais cidades do país.

“Temos consciência de que o sector privado dos transportes também se ressente da subida do preço dos combustíveis e estamos a trabalhar com eles para que, sem prejudicar o consumidor final, tenhamos uma tarifa que seja balanceada. Portanto, continuamos a dar subsídio a este grupo.”

Para 2022, Maleiane já perspectiva algumas soluções para a redução dos custos, no entanto parte delas já foi implementada e, nos dias que correm, não se sabe o seu nível de eficácia.

“A nível das grandes cidades, vamos introduzir bilhetes especiais, com bastante desconto, para estudantes, deficientes e idosos, para acesso aos autocarros públicos. Vamos também introduzir autocarros a gás, no primeiro semestre de 2022, se tudo der certo”, concluiu Maleiane.

O ministro da Economia e Finanças falava durante as respostas do Governo às perguntas das três bancadas parlamentares, na quarta sessão da Assembleia da República.

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