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Governo prevê crescimento de 2.9% em 2022

Foto: O País

Apesar do impacto negativo à produção interna das empresas, provocado pela pandemia da COVID-19, o Governo, através do Ministério da Economia e Finanças, perspectiva um crescimento da produção de 2.9 por cento para o ano de 2022, sendo as áreas prioritárias a agricultura, pesca, energia e indústria extractiva.

A informação foi avançada nesta segunda-feira  pelo ministro da Economia e Finanças, depois de uma reunião com a 2ª Comissão, a do Plano e Orçamento da Assembleia da República, encontro cujo objectivo era avaliar o relatório de Plano Económico e Social (PES), Orçamento do Estado, referente a 2020 e uma parte de 2021.

Adriano Maleiane explicou que o período 2020-2021 foi bastante difícil para as empresas moçambicanas, tendo-se registado grandes perdas. Apesar desses números, com a evolução da situação sanitária no país, alguns sectores começam a reerguer-se.

“A projecção que nós fazemos para o crescimento da nossa economia, para 2022, é de 2.9 por cento, e é necessário tomarmos em atenção que estamos a sair de 1.3 negativos em 2020 e agora com 1.5 em 2021, o que significa que 2.9 serão um grande esforço para lá chegarmos. Contudo, estamos optimistas”, explicou.

O ministro do pelouro das Finanças apontou, entre outros sectores, a agricultura como uma das áreas que mais contribuição trará para o Produto Interno Bruto.

“Nós estamos convencidos, pois há registo de sectores a crescerem, como é o caso da agricultura, que vai contribuir em mais de 6% mais do que se verifica no ano em curso. Igualmente, temos a pesca, energia entre outros sectores, sobretudo na indústria extractiva, que, até ao final deste ano, teremos alguns eventos de exportação no projecto da área 4”, referiu Maleiane.

Na mesma ocasião, o presidente da 2ª Comissão, Alberto Niquece, fez uma avaliação positiva do relatório apresentado pelo Estado, tendo em conta o contexto em que o plano foi executado.

“O balanço que fazemos é associado a estes factores estruturais e conjunturais que influenciaram no curso da nossa economia e, por causa disso, teve que se rever alguns indicadores em baixa. Mas estava previsto, ainda que de forma condicionada, foi alcançado”, disse Niquice.

 

13º Salário Dependente De Disponibilidade De Fundos

O debate em torno do décimo terceiro salário para o sector público sempre foi aceso, quando se aproxima o final de ano, como aconteceu no ano passado, em que o aumento não satisfez os trabalhadores da Função Pública.

Falando à imprensa, o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane afirmou que o Governo está ciente da sua obrigação de cumprir o plasmado nos estatutos sobre salários aos funcionários do Estado, entretanto tudo dependerá da disponibilidade de fundos.

“Se houver condições, se houver orçamento, o décimo terceiro vencimento é sempre pago, mas nós só avaliamos isso no final do ano, pois ele é pago em Janeiro. Neste momento, temos de avaliar como fechamos o 2021 e enquadrar todos os elementos que estão no estatuto de funcionamento de Estado”, concluiu.

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