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Governo pretende acelerar digitalização em Moçambique

O Governo quer expandir a rede de telecomunicações para que mais moçambicanos tenham acesso aos serviços de telefonia móvel no país e, também, melhorar a disponibilidade de internet para responder aos desafios impostos pela COVID-19.

Segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, dos cerca de 30 milhões de moçambicanos, apenas 26 por cento possui um telefone celular. Deste universo, 6.6 por cento é que tem acesso à internet.

“Estes dados colocam o país com as taxas mais baixas de acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação no mundo”, admitiu o governante e apontou que “a exclusão digital” cria esta lacuna no desenvolvimento económico, social e cultural.

Para inverter a situação, Janfar Abdulai fez saber que o Governo está a trabalhar para reduzir esse fosso digital. E já está em curso a expansão da rede de telecomunicações para os diversos postos administrativos, como também a distribuição gratuita de internet em praças digitais.

O ministro falava durante a abertura do seminário sobre a inclusão digital, esta segunda-feira, em Maputo. No evento, com duração de um dia, foram discutidos os desafios que a pandemia da COVID-19 impôs às telecomunicações.

O seminário tinha como objectivo minimizar o impacto da doença neste sector e procurar novas formas de vida durante o chamado “novo normal”.

Para Janfar Abdulai, nesta altura de retoma de actividades em diferentes sectores, em meio à pandemia da COVID-19, deve-se garantir serviço de telecomunicações de qualidade e acessíveis.

“Precisamos criar um ambiente que promova a implantação de infra-estruturas de telecomunicações que suportem soluções tecnológicas de diagnóstico e de tratamento online, aplicativos de transação de pagamentos para reduzir o risco de contacto [entre pessoas], digitalização de processos e serviços públicos”, considerou.

O governo quer ainda aumentar a cobertura da rede e serviços de banda larga, para dinamizar o processo de ensino e aprendizagem online, teletrabalhos e acessos aos serviços de saúde, como também alocar e distribuir o espectro de 5G.

O seminário virtual e presencial, que contou com a participação do representante do Instituto Nacional de Comunicações, da Huawei e dos representantes das operadoras de telefonia móvel nacionais, tinha como lema “A COVID-19 reformulou o nosso mundo e a forma como vivemos, trabalhamos e socializamos – A hora para inclusão é agora”.

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