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Governo e Conselho Islâmico querem conter radicalismo

O governo provincial de Cabo Delgado reuniu, semana finda, com a comunidade muçulmana local para analisar os acontecimentos do início do mês, cuja autoria foi atribuída a grupos radicais professando a religião islâmica.

Na ocasião, o Conselho Islâmico reiterou o seu distanciamento e repudiou aos atentados protagonizados em Mocímboa da Praia e deixou o seu comprometimento em colaborar com as autoridades locais, em particular, para assegurar a paz e a estabilidade.

De acordo com informações a que tivemos acesso sobre a reunião, a comunidade islâmica disse que vai colaborar na vigilância e denúncia de eventuais situações que denotem radicalismo e que perigue a paz e estabilidade, de forma a combater todos os grupos de insurgentes.

Aquele grupo de religiosos salientou que os factos registados em Mocímboa “não dignificam a comunidade muçulmana, muito menos o Conselho Islâmico no país”.

Do encontro, resultou a unanimidade de que o surgimento de focos de fundamentalismo islâmico no país visa minar a convivência pacífica dos muçulmanos com outras crenças religiosas e impedir o desenvolvimento do país.

O Conselho Islâmico ficou ainda com a missão de passar a emitir pareceres sobre a entrada e funcionamento de confissões muçulmanas no país, bem como a necessidade de reforçar a colaboração entre a Polícia, líderes religiosos e comunitários, para prevenir possíveis ilegalidades.

No encontro, ficou ainda vincada a necessidade de se promover a educação cívica de jovens das zonas afectadas, medidas que serão traduzidas num plano de acção com tarefas e responsabilidades, mecanismos de monitoria e prazos, para a prevenção e combate do fenómeno de radicalismo, de qualquer índole, que perigue a estabilidade nacional.
 

 

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