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Governo diz que Polícia não deve ser avaliada só em momentos de raptos

Vinte e quatro horas depois da tentativa de um sequestro na cidade de Maputo, o porta-voz do Governo reagiu hoje e disse que o trabalho da Polícia não deve ser avaliado só quando acontecem raptos, porquanto os intervalos sem estes acontecimentos surgem graças ao trabalho da corporação.

O tema “raptos” no país não esteve na mesa de debate no Conselho de Ministros, mas depois de desconhecidos terem tentado raptar um empresário esta segunda-feira, o porta-voz do Governo reagiu em torno do assunto.

“Por causa de um grande trabalho da nossa Polícia, durante algum tempo, tivemos alguma calma, sem situações de raptos. Portanto, não podemos avaliar a Polícia nas situações em que há um rapto, porque eventualmente ela não interveio a tempo. Mas, devemos avaliar a Polícia também pelo período em que ficamos sem raptos”, porque, segundo o porta-voz do Executivo, a Polícia está a trabalhar para que não haja sequestros. “Tivemos informação de que o sector está a trabalhar”

Mesmo com o sector a trabalhar, nenhum dos quatro raptos registados este ano e conhecidos publicamente foram esclarecidos.

Raptos à parte, o Conselho de Ministros concentrou as suas atenções na regulação da venda de diamantes e metais preciosos e na revisão do decreto que cria a Unidade de Gestão do processo Kimberley, metais preciosos e gemas, entidade responsável pela gestão destes recursos.

“O decreto visa operacionalizar a Unidade de Gestão do Processo Kimberley (UGPK), como instituição responsável pela gestão dos procedimentos de rastreio, segurança e controlo interno de diamantes em bruto e da comercialização de metais preciosos e gemas”, explica Filimão Suazi.

Em relação ao Regulamento de Comercialização de Diamantes, Metais Preciosos e Gemas, Filião Suazi detalha que há um trabalho coordenado para, no âmbito deste instrumento, se estancar a venda ilegal destes recursos.

O Ensino Superior foi, também, tema de debate, tendo sido autorizado o aumento de instituições que leccionam a este nível.

Trata-se da Universidade Alberto Chipande, que é uma entidade de natureza privada, com a sua sede na cidade da Beira, em Sofala, e do Instituto Superior Politécnico de Engenharia e Ciências, também instituição privada sedeada em Moatize, província de Tete.

O relatório anual de actividades e da Conta de Gerência do Gabinete de Informação Financeira foi outro instrumento aprovado pelo Executivo, que deverá seguir ao Parlamento para análise e possível aprovação.

De resto, o Governo apreciou outras informações, com destaque para os salários mínimos, entretanto Filimão Suazi disse não haver certeza se haverá ou não reajustes.

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