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Governo diz que nunca pediu apoio militar para combater terrorismo em Cabo Delgado

O Governo diz que nunca pediu apoio militar a outros países para combater terroristas em Cabo Delgado. De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suazi, as solicitações dependerão dos limites da soberania do país e da razoabilidade dos apoios.

 “No quadro do exercício da nossa soberania, não nos vinculamos directamente aos comentários que são feitos por um país ou outro. Se estiver lembrado, na reunião que se realizou, sua excelência ministro dos Negócios Estrangeiros e vários parceiros de cooperação, bem como a comunidade internacional acreditada no país, este assunto tem sido tratado com o devido cuidado. O Governo tornou público quando foi da vez de ter sido efectuado um pedido formal de apoio, com as limitantes que constavam, acredito que não incluía a questão do apoio do ponto de vista militar como tal”, disse o porta-voz, Filimão Suazi.

O porta-voz considera ainda normal que haja comentários e reacções de países, entretanto, “quaisquer absorções de tais comentários no plano interno terá que compreender os limites do exercício da nossa soberania e daquilo que é razoável que se espere do apoio dos outros na nossa condição”, concluiu.

Quando questionado, no habitual briefing das terças-feiras, sobre o envio de veículos blindados a Moçambique por África do Sul, Suazi disse que nunca foi política do Governo tornar secreto o tratamento do assunto sobre o terrorismo em cabo Delgado.

“Nos anúncios que temos feito, nos canais apropriados, sobre o tipo de apoios que estamos a receber, que estamos a pedir e que estamos a aceitar, essa pergunta poderá ser respondida com muita precisão. Nós, como Governo, e vocês os jornalistas, devemos ter a necessária contenção sobre a forma como lidamos com essas matérias”, referiu o porta-voz do Governo.

O Conselho de Ministros actualizou ainda o número de deslocados por causa dos ataques terroristas na província de Cabo Delgado e na região centro do país, tendo anunciado novo recorde de mais de 570 mil, número equivalente a toda a população da cidade da Beira.

“Estamos a falar de cerca de 570.696 pessoas, entretanto, 124 famílias deslocadas. Só em Cabo Delgado, cerca de 560.626 e na zona centro, 970 pessoas”, avançou Filimão Suazi.

O Governo debruçou-se ainda sobre a situação de emergência relacionada com o impacto da época chuvosa no país, onde disse que há 23.827 pessoas, ou seja, 5.281 famílias afectadas, 36 feridas, 33 óbitos, sendo 15 por arrastamento e nove por desabamento de paredes e nove por descargas atmosféricas.

 

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