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Governo diz que não há distritos tomados por terroristas em Cabo Delgado

No fim da sessão do Conselho de Ministros desta terça-feira, o porta-voz do Governo foi questionado sobre o número de distritos da província de Cabo Delgado que, neste momento, estão tomados pelos terroristas. Como resposta, Filimão Suazi disse não haver tal cenário naquele ponto do país.

“Nós nunca aparecemos a dizer que tinha sido tomado algum distrito. Os distritos estão sob gestão do Governo que é quem gere o Estado moçambicano através das várias instituições, umas e outras que ainda funcionam”, disse Filimão Suazi.

Este pronunciamento surge cerca de um mês depois de as Forças de Defesa e Segurança terem anunciado a recuperação da vila sede distrital de Muidumbe, em Cabo Delgado, que estava sob controlo de terroristas desde 31 de Outubro do ano em curso.

Foi ainda tema de análise do Conselho de Ministros a visita do Primeiro-ministro a Cabo Delgado, local onde o governante foi surpreendido pela população com um pedido de armas para combater os terroristas. Face à solicitação, o porta-voz do Conselho de Ministros reagiu nos seguintes termos.

“O clamor que terá sido feito pelos nossos concidadãos em Cabo Delgado tem de ser interpretado como uma manifestação de desespero, de pedido de apoio e de pedido de uma maior intervenção das forças ordinárias do Estado”, considera o porta-voz do Governo.

Suazi diz ainda que o pedido não deve ser percebido como genuíno de alguém que quer pegar em armas sem saber manusear. “Penso que devemos estar muito claros do que representa este clamor social que foi ouvido em Cabo Delgado”, concluiu.

Na ocasião, o porta-voz do Executivo lembrou que o porte e uso de armas em Moçambique está regulado. “Não é qualquer um que tem posse de armas e quem tem posse de armas passa por processos de formação para a utilização do armamento”, sustentou.

Naquela que foi a última sessão do Conselho de Ministros deste ano, o Governo apreciou ainda o Balanço do Plano Económico e Social (PES) do IIIº trimestre, tendo dito que executou 68 por cento dos compromissos que assumiu para o período e que a economia desacelerado 0.94 por cento.

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