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Governo diz “não” à navegabilidade do Zambeze

O Ministério dos Transportes e Comunicações chamou a imprensa, ontem, para esclarecer que não há nenhum interesse de se impedir o uso da via fluvial Chire-Zambeze como corredor para os países do hinterland, particularmente para Malawi. É que segundo o ministério dirigido por Carlos Mesquita, a comunicação social malawiana vem acusando Moçambique de dificultar o uso dos rios.

O Executivo argumenta que o estudo de viabilidade, feito por uma empresa seleccionada por Malawi, Moçambique e Zâmbia e divulgado em Novembro de 2015, é que revela não haver condições socioeconómicas, nem ambientais para usar este corredor. “O objectivo geral do projecto proposto por Malawi não poderá ser alcançado. O limitado volume de carga transferível para a via fluvial (273200 toneladas por ano), os altos custos envolvidos na dragagem de manutenção e a remoção das plantas aquáticas demonstram que o projecto não tem viabilidade”, vincou Jafar Ruby, do Ministério dos Transportes e Comunicações, afirmando que os custos são bastante elevados, havendo alternativas menos dispendiosas.

Aponta vias ferroviárias e rodoviárias como alternativas para facilitar o transporte de carga, nos negócios entre Malawi, Moçambique e outros, cuja ligação com o hinterland passa por Moçambique. “Para além dos corredores da Beira e de Nacala tradicionalmente usados pelos três países, Moçambique propõe a religação do sistema ferroviário do Malawi à Linha de Sena, a ligação do Porto de N´Sanje ao futuro corredor de Macuse e a utilização do corredor Blantyre, Milange, Mocuba e o Porto de Quelimane”, sugeriu Ruby.

Só a dragagem de manutenção dos rios Chire e Zambeze, para a sua navegabilidade, custaria aos cofres de Moçambique, Malawi e Zâmbia, principais envolvidos, 30 milhões de dólares a cada ano, segundo o Ministério dos Transportes, custos considerados bastante elevados, quando comparados com os de uma linha férrea. A navegabilidade do Zambeze foi proposta por Malawi em 2005.

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