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Golos mágicos, pouco tempo de magia

Nos 4 minutos de compensação, tudo se alterou, por sinal com dois bons golos. O cenário passou a ser de festa rija. Após o sufoco, veio a bênção de um empate que levou tudo quanto era “canarinho” ao rubro, festejando e vitoriando Isac e Idrissu, inesperados heróis da equipa, ambos afinal recém-saídos do banco de suplentes.
 
É por estas e outras imprevisibilidades que o futebol é chamado de desporto-rei. No nosso caso, o que se pede é menos intermitência quanto aos chamados momentos mágicos, que em regra acontecem ao cair do pano para criar – como neste caso – alguma modorra e ritmo morno com que as partidas se desenrolam. Motivo de análise e estudo, quando for período de balanço da prova.

Telinho não reina fora de casa?

E o que se pode dizer do cômputo desta ronda? Que os 14 golos obtidos continuam a ser escassos se comparados com outras competições de primeira linha pelo mundo fora e que a distância do líder para o último classificado – 20 pontos em 12 jogos – já começa a deixar claro, “quem é quem” neste Moçambola. Para Chiquinho terá sido mau o empate, é verdade, mas para a prova, uma não distanciação a caminho de irreversível… como anima!

Fora do “seu” campeonato, nesta altura, estão Maxaquene, (reduzido investimento) e Chibuto (situação inversa). Será que gazenses e maxacas já se consideram fora da corrida ao título? Alternando um estatuto dominador com sinais, logo na ronda seguinte, de turma frágil, encontra-se a Liga Desportiva. O que se passa com esta intermitência da turma do goleador Telinho, que fora de casa, perde o seu fulgor? O 1.o de Maio, continua a dar o sinal de que em sua casa, é rei. Que o diga a turma do Niassa, que para lá foi deixar três preciosos pontos.

Fumo-Barrarrijo em duelo no Chiveve

A duas rondas do final da 1.a volta, a jornada do próximo fim-de-semana promete. Mas antes, a meio da semana, uma enorme curiosidade vai rodear o confronto entre os “locomotivas” das duas maiores cidades do país, no “caldeirão” do Chiveve. A pesada derrota em Sousse, que efeito irá produzir nos pupilos de Aleixo Fumo e em contraposição nos de Lucas Barrarrijo? A questão mental será elemento determinante, pois se de um lado importa provar que o “desaire” na Tunísia não tem influência na competição interna, do outro, haverá seguramente a vontade de tirar dividendos do rescaldo de uma viagem extenuante, após um resultado pouco dignificante.

Da jornada 13, ressalta o Chibuto-Costa do Sol, em que os dois técnicos, vindo da terra de Camões.

 

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