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Garimpeiros acusados de roubar e destruir machambas em Namanhumbir

Em Namnhumbir, no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, garimpeiros ilegais são acusados pela população de estar a roubar produtos agrícolas e a escavar as machambas dos camponeses locais à procura de pedras preciosas, especialmente o rubi.

As comunidades estão preocupadas com esta situação que está aparentemente fora do controlo da polícia.

O roubo de produtos agrícolas da população e a pilhagem de pedras preciosas, acontecem em quase todo distrito de Montepuez, no entanto, a situação é considerada grave, no Posto Administrativo de Namnhumbir, onde os garimpeiros colheram quase a metade da produção dos camponeses.

“Estragam a mandioca, tiram maçaroca, amendoim e tudo” diz Telmo Lopes um camponês de Namanhumbir que viu a sua machamba devastada pelos garimpeiros”.

Minga Langa é outra habitante de Namanhumbir, mais concretamente na aldeia de Nthoro que esté muito agastada com os garimpeiros

“Os garimpeiros retiram tudo aqui. Eles não têm nada aqui, vivem no mato e como nós estamos nas nossas casas eles vão as machambas e tiram os produtos “afirmou

Entretanto, para além de roubos, a população está preocupada com os crimes violentos que têm sido registados desde que os garimpeiros ilegais e compradores de pedras preciosas, voltaram a controlar a zona mineira de Namanhumbir.

“Nos temos medo, não podemos dizer para saírem daqui porque temos medo. Mesmo a polícia que está aqui não consegue trabalhar com eles. Nós também deixamos eles andarem”, referiu[LM1]  Pedro Rachide, também residente da Aldeia de Nthoro e vítima da acção dos garimpeiros.

“Naqueles tempos que lançaram uma ofensiva, eu descansava aqui na Aldeia mas a confusão está a voltar. Insultos, ferimentos, e muitas coisas que não dão aqui na Aldeia” disse Norberto Amade, o líder comunitário da Aldeia de Nseue em Namanhumbir

Actualmente, o garimpo ilegal tornou se na principal actividade da população. Actualmente, segundo O País apurou , homens, mulheres e até crianças, sobrevivem do negócio de pedras preciosas de Namanhumbir. 

 

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