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Fundação Clarisse Machanguana vítima de malfeitores

A denúncia vem da própria Clarisse Machanguana, que falava esta quarta-feira à Rádio Moçambique, apresentando um caso que é, inclusive, do conhecimento da polícia.

A antiga basquetebolista apela à sociedade para tomar atenção para a existência de um grupo de malfeitores que está a usar, inadequadamente, o nome da sua fundação para pedir patrocínios e parcerias.

Os supostos membros da Fundação Machanguana abordam importantes empresas alegando que a fundação precisa de patrocínios. “Eles auto-intitularam-se directores e secretários da Fundação Clarisse Machanguana e inventaram e-mail, também, com a nossa designação (fcm.org). Um desses senhores faz-se passar por Padre Brito e uma outra senhora que se faz passar por irmã Marta e todos eles já abordaram importantes empresas daqui do nosso país e obtiveram produtos de uma forma ilegal, usando o nome da nossa fundação”, denunciou Machanguana a acção dos malfeitores.

A antiga basquetebolista moçambicana fez questão de recordar o objectivo da sua fundação que “é uma organização sem fins lucrativos que visa criar o bem da juventude, fortificando a auto-estima através de três pilares: educação, saúde e desporto”.

Daí que tenha deixado um apelo às instituições que poderão ser vítimas deste grupo de malfeitores para se aproveitarem do nome da Fundação Clarisse Machanguana: “qualquer outra empresa que se faça passar por nós, agradecemos que telefonem a fundação para confirmarem se essas pessoas, que se alegam serem representantes da fundação, se são ou não membros da fundação, antes de doarem ou venderem produtos que não nos dizem respeito”, pediu a primeira basquetebolista moçambicana a jogar nos Estados Unidos da América.
Concentrada no projecto “vida saudável”

No que diz respeito as actividades realizadas pela fundação, neste momento, o organismo está a desenvolver projecto vida saudável através da pratica desportiva com objectivo de consciencializar a rapariga para os casamentos prematuros, gravidezes precoces e HIV.

“Está-se a trabalhar em duas vertentes, sendo uma delas em que tenho estado a fazer actividades como embaixador da UNICEF. Estive na semana passada em Quelimane, onde trabalhamos com 10 escolas e que foi muito positivo. O projecto chama-se vida saudável, que é trazer à juventude a consciencialização sobre casamentos prematuros, gravidezes precoces e todas aquelas atitudes que nós temos que ser inteligentes nas escolhas que fazemos para o nosso futuro, de modo que não façamos dele mais difícil daquilo que já é. Em relação à fundação, nós estamos, neste momento, a trabalhar em Marracuene com alguns parceiros actuais e estamos a fazer, mais ou menos, o mesmo trabalho, que é sempre virado aos aspectos que nos levam a ficarmos infectados pelo HIV e que, de alguma maneira, está relacionado com casamento prematuro, gravidez precoce, que é a actividade sexual muito cedo sem protecção, sem informação devida e sem pensar nas consequenciais”, concluiu Clarisse Machanguana.

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