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Franco-Moçambicano inaugura exposição sobre ‘a mulher que pode ser tudo o que quer’

O Centro Cultural Franco-Moçambicano inaugurou, esta terça-feira, a exposição Viagem imaginária II, da autoria da congolesa Gosette Lubondo. A mostra realça vários aspectos sobre o universo feminino e pretende celebrar a mulher.

 

O Dia Internacional da Mulher não passou em branco, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo. Esta terça-feira, o Franco inaugurou a exposição fotográfica Viagem imaginária II, da autoria da congolesa Gosette Lubondo.

As várias fotografias que compõem a individual, na verdade, instauram um diálogo bem acentuado com a realidade rural moçambicana, retratando a rapariga como prova do seu próprio destino. Nas fotos, podem-se ver raparigas a interpretarem um determinado papel, como a exaltarem o presente e o futuro que as espera. Geralmente, há ali um cenário pedagógico, a servir de mote para uma perspectiva de vida muito apoiada ao que a aprendizagem pode proporcionar.

Na abertura da exposição, o Director do Centro Cultural Franco-Moçambicano, Vincent Frontczyk, referiu que Viagem imaginária II é relevante porque, primeiro, é da autoria de uma fotógrafa mulher. Segundo, “estamos a celebrar o mês da mulher e a francofonia, o que vai acontecer durantes duas semanas”. E reforçou: “Claro, as fotografias são de uma alta qualidade”.

Para Vincent Frontczyk, a mostra fotográfica de Gosette Lubondo encaixa-se muito bem nas duas celebrações referenciadas, afinal, uma das ideias do Franco-Moçambicano sempre passa por criar pontes entre Moçambique e o que considera mundo francófono. Por isso mesmo, Gosette Lubondo irá visitar Moçambique no próximo mês.

Na sala de exposições do Franco-Moçambicano, estiveram algumas mulheres a visitar a mostra. Entre elas Denise Muianga: “Este conjunto de fotografias faz-me voltar à minha infância e traz-me aquela imaginação de que uma mulher é capaz de ser tudo e explorar todas as vertentes da vida. A mulher pode ser tudo o que quer”.

Do mesmo modo, Graça Magaia, um “pouco suspeita” por trabalhar no Franco, comentou que, se não soubesse, diria que as fotografias pertencem a um artista moçambicano. “São obras com cenários muito idênticos à periferia de Moçambique, lembra-me muito a minha terra natal: Marracuene”.

Na Cidade de Maputo, Viagem imaginária II acontece em parceria com o Musée du Quai Branly – Jacques Chirac, de Paris, França. No Franco-Moçambicano pode ser visitada entre 8 de Março e 9 de Abril.

 

 

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