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Francisco: o Papa número 266 a dirigir a Igreja Católica Romana

Um homem simples, dedicado à Deus e aos pobres. Assim é caracterizado o homem número 266 a frente da Igreja Católica Romana. Chama-se Jorge Mario Bergoglio, nome completo
Nasceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 17 de dezembro de 1936.  É filho de imigrantes italianos. O seu pai, Mario Giuseppe Bergoglio Vasallo era um trabalhador ferroviário e sua mãe, Regina Maria Sivori Gogna, era dona de casa.

UMA VIDA DEDICADA A IGREJA
A dedicação a igreja católica vem desde os tempos da juventude. Em 1958, ingressou na Companhia de Jesus, uma congregação liderada por jesuítas. Nove anos mais tarde, em 1967 começa estudos em Teologia e dois anos depois (1969) é ordenado sacerdote. Em 1992 torna-se arcebispo titular de Buenos Aires. Em 2001 foi nomeado cardial pelo Papa João Paulo II e no mesmo ano, o então papa o nomeou primaz da Argentina. Em 2011 concorreu ao papado e ficou como o segundo mais votado no conclave que escolheu Bento XVI como novo papa.

Mas foi em 2013 que o nome Jorge Mario Bergóglio soou para o mundo. Na noite de 13 de Março daquele ano, o fumo braço saiu e o anúncio foi feito perante milhares de católicos que se tinham juntado no vaticano. “Anuncio-vos com grande alegria. Temos um Papa”, ouviu-se do vaticano para o mundo.

Bergóglio sucedeu ao Papa Bento XVI após a sua a surpreendente renúncia do papado, devido a idade e questões de saúde. Escolheu o nome Francisco, justificando admiração por Francisco de Assis pela "sua simplicidade e dedicação aos pobres". Os dois papas encontraram-se 10 dias depois da ascensão de Francisco ao papado. O encontro entrou para a história por ter sido o primeiro entre dois papas em, pelo menos, 600 anos. Juntos rezaram, conversaram e reafirmaram serem irmãos.

UM PAPA PRÓXIMO AS PESSOAS
Francisco é o primeiro papa latino-americano, o primeiro do hemisfério sul, o primeiro a utilizar o nome de Francisco e o primeiro pontífice jesuíta da história. Vários círculos sociais considera-o um papa diferente, um papa especial.

Enquanto a Igreja de Bento XVI se baseava fundamentalmente na teologia, a de Francisco volta-se para o céu com uma atitude muito mais pastoral e próxima da terra, adoptando gestos e linguagem de aproximação.

É uma postura que tem suscitado entusiasmo até junto dos não-católicos e, hoje, Francisco tem reunido grandes aplausos no mundo inteiro, mas também tem enfrentado grande resistência de uma parte do cléro que se opõe à sua vontade de operar reformas profundas na Igreja Católica. “Ele diz aquele que nós poderíamos pensar que é muito complexo, de forma simples. Num mundo em que cresce bastante o pessimismo e posições extremistas, o santo padre traz uma mensagem conciliadora e reconciliadora”, admira o bispo auxiliar da Diocese de Maputo, Dom Juliasse Sandramo.

O GOSTO PELAS SELFIES
Conciliador, próximo as pessoas, habituado a posar para fotos ao lado de admiradores. É apontado com um santo padre que não se importa em aparecer ao lado de crentes nas famosas selfs, muitas vezes tiradas depois das missas que dirige no vaticano. Afinal que papa é este?

“É este o representante de cristo. É estar próximo daquele que precisa do seu abraço e isso é testemunho evangélico. Quando nós colocamo-nos próximos daqueles que precisam de nós, dos pobres, dos que sofrem, quando nos colocamos próximos dos nossos irmãos, que não são do nosso credo religioso é testemunho evangélico, é isso que cristo ensinou”, explica, Juliasse Sandramo, bispo auxiliar da Diocese de Maputo.

Evangélica e fortificadora é como se espera que seja a sua mensagem aos moçambicanos em Setembro próximo. “Ele vem para todos os moçambicanos. As palavras que ele vai pronunciar serão para todo o povo. E esperamos que ele nos traga essa mensagem da esperança, de paz e de reconciliação”, terminou o bispo.

 

 

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