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França e Total atribuem 40 bolsas de estudo para moçambicanos em 2021

O projecto Mozambique LNG em parceria com o Governo Francês, vai atribuir bolsas de estudo a 40 estudantes moçambicanos para a frequência do ensino superior em França, a partir do próximo ano lectivo Europeu a iniciar em Setembro de 2021.

Num comunicado de imprensa, a multinacional informa que “o programa que a Total pretende que se torne sustentável nos próximos anos, terá bolsas com a duração de dois a três anos e será aberto ao público nas mais variadas disciplinas para os níveis de bachelor, mestrado e doutoramento”.

De acordo ainda com o documento que temos estado a citar, as bolsas serão atribuídas através de um processo de selecção, onde a diversidade de género, de proveniência geográfica e diferentes contextos académicos sejam igualmente tomados em consideração.

“Estamos satisfeitos com esta parceria com o projecto Mozambique LNG”, disse o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Elias Tonela, que sublinhou a importância da formação de massa crítica de jovens moçambicanos.

Ademais, Tonela considera este “um passo importante e ambicioso nos seus compromissos para a materialização dos planos do Governo que priorizam a formação dos recursos humanos que tomem parte em áreas estratégicas dos projectos de gás em Moçambique”.

Para o Embaixador de França em Moçambique, David Izzo, “estas bolsas, que vêm reforçar os programas de formação e as parcerias já existentes, testemunham, uma vez mais, dos profundos laços de cooperação existentes entre a França e Moçambique e da importância que as parcerias público-privadas podem desempenhar para catalisar o desenvolvimento do país. O futuro do país constrói-se com a sua juventude e regozijo-me por este novo avanço, por este passo concreto”.

Ronan Bescond, director-geral da Total em Moçambique, afirmou: “Alinhada com a nossa ambição de nos tornarmos a empresa líder mundial de energia responsável, a Total está muito focada em contribuir para o desenvolvimento dos países em que opera. Por isso, nós fazemos do desenvolvimento partilhado uma dimensão indissociável do nosso modelo económico. É um princípio que reforça a nossa integração local e contribui de maneira sustentável para o desenvolvimento socioeconómico dos territórios que nos acolhem. A formação destes jovens, que poderão abraçar futuramente oportunidades dentro e fora nosso projecto, é, pois, parte fundamental desta responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável e responde aos compromissos estabelecidos com o Governo Moçambicano em matéria de desenvolvimento do conteúdo local”.

Refira-se que em 2019, no momento mais alto das suas operações, mais de 90% da força de trabalho da construção era moçambicana (5.500 trabalhadores de 6.100), incluindo 20% do Distrito de Palma, sendo que neste momento a petrolífera assegura que pretende manter 1.500 empregos de longo prazo ao longo da fase de produção.

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