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Fornecedores privados de água já não vão cortar abastecimento do precioso líquido

Foto: O País

Já está resolvido o impasse entre o Governo e os fornecedores privados de água, que ameaçavam cortar o fornecimento do precioso líquido, a garantia é do Ministro das Obras Públicas Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine.

A reacção surge após, no início de Outubro, os fornecedores privados de água marcarem para 6 de Novembro o corte no fornecimento do precioso líquido a mais de três milhões de consumidores, a nível nacional, devido a alegados desentendimentos com o Governo que, neste momento, está a fazer a implantação e expansão da rede pública de abastecimento de água em áreas onde actuam os privados.

A Associação dos Fornecedores de Água de Moçambique (AFORAMO) queixava-se, também, da suposta vandalização da sua rede de distribuição, acção alegadamente levada a cabo pelo Fundo de Património e Abastecimento de Água (FIPAG).

As ameaças chegaram aos ouvidos do ministro de tutela que tratou de esclarecer o sucedido. Falando ao “O País” Machatine disse que “houve um curto-circuito na comunicação, alguma precipitação também da parte dos fornecedores, mas isto está praticamente ultrapassado”.

Apesar de o “problema “ estar praticamente ultrapassado, na última semana, o governante decidiu reunir-se com os fornecedores de água, para auscultar as suas preocupações e durante as conversações “percebemos que não há motivos para extremar as posições”.

Machatine revelou ainda que foi constituída uma equipa liderada pelo Inspector-geral do Ministério das Obras Públicas para definir o roteiro que visa responder às inquietações deles, que é saber o que vai acontecer com eles no futuro, com a expansão da rede.

“Dos encontros que tivemos eles foram perentórios e disseram que, em nenhum momento eles estão contra a expansão da rede de água, o que estava a falhar era comunicação entre as partes. A água nunca será suficiente para a demanda e nós como Governo não podemos nos dar ao luxo de rejeitar investidores que queiram prover água a população”, explicou.

Segundo o ministro existe desde 2015 um decreto que prevê que em casos que o Governo invista na sua expansão, mesmo nos casos em que há operadores privados, há três saídas para o relacionamento com eles, para que ninguém saia a perder.

“Uma é a integração parcial dos sistemas dos fornecedores privados para o Governo e eles continuam com a outra parte do sistema, outra é a integração total em que o Governo assume todo os sistema que tenha sido investido e montado e depois estudamos como fazemos o relacionamento com os próprios fornecedores e outro é da coexistência, a complementaridade de uma determinada área geográfica que temos os fornecedores de um lado e o Governo de outro”, detalhou.

Actualmente, o abastecimento de água nas zonas urbanas está acima de 60 por cento e até o final do quinquénio espera-se uma cobertura acima dos 80 por cento

Já na zona rural a cobertura é de 55 por cento e o plano é chegar aos 75 por cento, por isso a fonte recordou que para alcançar as metas, foi lançado “Sociedades Comerciais” nas grandes cidades, para permitir que o sector privado possa entrar no negócio da água e assim, acelerar a cobertura nas zonas urbanas.

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