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Fome aumenta número de desnutridos no mundo, diz ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apela ao envolvimento de todos para garantir segurança alimentar no mundo. Guterres diz que quase metade da população mundial, 3 bilhões de pessoas, “não consegue pagar uma dieta saudável”.

Numa mensagem alusiva ao Dia Mundial de Alimentação, António Guterres diz que entre 720 e 811 milhões de habitantes do planeta enfrentaram a fome em 2020, o que representa uma alta no total de subnutridos.

Para o líder das Nações Unidas, o Dia Mundial não lembra apenas a importância dos alimentos para todos, mas é também um apelo à acção para garantir segurança alimentar no mundo.

No seu discurso, António Guterres alerta que a fome está cada vez mais a aumentar no mundo. Na mesma senda, tem-se verificado o aumento do número de pessoas desnutridas e obesas.

Um dos factores que contribuiu para o aumento da fome no mundo é a pandemia da COVID-19, que criou um impacto económico e deixou “mais 140 milhões de pessoas sem acesso aos alimentos de que precisam”.

Guterres chamou a atenção para o tema “As nossas acções são nosso futuro.” Ele destacou que em Setembro o mundo se juntou na Cúpula dos Sistemas Alimentares das Nações Unidas, onde países assumiram compromissos ousados para transformar o sector e tornar as dietas saudáveis mais baratas e acessíveis.

O chefe das Nações Unidas sublinhou que se deve repensar a forma de consumo alimentar e as escolhas mais saudáveis em favor das pessoas e do planeta. O secretário-geral vê esperança para o futuro dos sistemas alimentares.

 

PR PORTUGUÊS DESTACA COMBATE ÀS ASSIMETRIAS 

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou a necessidade de combater as desigualdades ainda existentes nos dias de hoje, para que se consiga atingir o objetivo de erradicar a fome, por todo o mundo.
Numa mensagem alusiva ao Dia Mundial de Alimentação, Rebelo de Sousa enalteceu o empenho com o qual as pessoas têm contribuído para “garantir acesso a bens alimentares de qualidade e a uma alimentação saudável e nutricionalmente equilibrada, desde agricultores, pescadores, profissionais do ramo agro-pecuário e alimentar até aos profissionais de saúde”.

O líder português enalteceu ainda a importância da Dieta Mediterrânica, reconhecida como património cultural e imaterial da humanidade pela UNESCO, que, por ser um modelo de consumo alimentar diversificado e sustentável, pode contribuir para esses objetivos, nomeadamente num cenário ainda tão incerto de alterações climáticas que nos podem trazer dificuldades acrescidas.

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