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Foi há dois anos que Papa Francisco visitou e deixou recados aos moçambicanos

Foto: O Pais

Foi um dia como hoje que, em 2019, o Papa Francisco despediu- se dos moçambicanos, depois de uma visita de três dias. Durante a sua estadia em solo pátrio, o líder da Igreja Católica criticou a corrupção e as desigualdades existentes em Moçambique.

O dia 04 de Setembro de 2019 marca um momento histórico do país. Foi o dia em que os moçambicanos testemunharam, pela segunda-vez, a chegada de um líder da Igreja Católica. A visita do Papa Francisco aconteceu 31 anos depois da que foi realizada pelo Papa João Paulo II, facto que fez com que o momento fosse vivido com muita euforia.

Até horas antes da sua chegada, as ruas da capital ficaram irreconhecíveis. Milhares de crentes e curiosos saíram à rua para cumprimentar o líder da Igreja Católica.

Durante os três dias da sua visita, o sumo pontífice teve uma agenda preenchida, mas não deixou de interagir com os moçambicanos sempre que pode, aliás, fez questão de mostrar aproximação em relação à população.

Um dos momentos mais altos da sua visita foi a missa proferida no Estádio Nacional do Zimpeto. Perante mais de 60 mil pessoas, Francisco deixou algumas mensagens emblemáticas, que fazemos questão de recordar. O líder da Igreja Católica falou das nossas riquezas e dos males da corrupção.#

“Moçambique dispõe de um território cheio de riquezas naturais e culturais, mas paradoxalmente, uma quantidade enorme da sua população vive abaixo do nível da pobreza e parece que aqueles que se aproximam, com o suposto desejo de ajudar, têm outros interesses. É triste quando isso se verifica entre irmãos da mesma terra, quando esses irmãos se deixam corromper. É muito perigoso aceitar que a corrupção seja o preço que temos que pagar pela ajuda externa”, disse Francisco no seu discurso.

Papa Francisco convidou ainda aos moçambicanos a cultivarem o perdão para o seu próprio desenvolvimento. “É difícil falar de reconciliação, quando ainda estão vivas as feridas causadas durante tantos anos de discórdia. Vou convidar a que possam dar um passo de perdão, que não significa ignorar o sofrimento, nem pedir que se cancele a memória. Mesmo assim, Jesus nos convida a amar a fazer o bem”.

Numa das suas últimas mensagens exortou os crentes a cultivarem o amor.

“Não se pode pensar o futuro, construir uma nação, uma sociedade, sustentada pela violência. Não posso seguir Jesus, se a ordem que promovo e vivo é olho por olho e dente por dente”, concluiu.

Tal como a sua chegada, a sua partida no dia 6 de Setembro de 2019, foi marcante. Desde a visita de 2019, o Papa Francisco, faz questão de lembrar, sempre que possível, de Moçambique em geral e de Cabo Delgado em particular.

 

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