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Fogo consome Reserva Especial de Maputo

Foto: O País

Fogo supostamente provocado por pessoas de má-fé está a devastar extensas áreas da Reserva Especial de Maputo desde quarta-feira. As chamas estão a destruir diversas infra-estruturas e a biodiversidade. Por medo, muitos animais estão a fugir para zonas residenciais.

Não há meios convencionais e modernos para combater o incêndio na Reserva Especial de Maputo e a esta altura há fogo que deflagra e consome a área. Os técnicos da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), afectos àquela zona, tentam, com recurso a ramos e folha, combater o fogo que, com o apoio do vento, vai consumindo o espaço verde, pondo em causa a fauna.

Gil Muthemba, técnico da Reserva Especial de Maputo, na companhia do seu colega, com quem combatiam o fogo, contou como está a ser o trabalho.

“Conforme estão a ver, estamos aqui a tentar debelar este fogo que iniciou na tarde de ontem, mas, devido a altas temperaturas, não foi possível. Estamos aqui, no campo, para tentar de novo debelar o fogo”, disse Gil Muthemba, um dos técnicos na linha-da-frente no combate do incêndio.

Abílio Tamele, chefe das infra-estruturas e manutenção naquela área de conservação, explicou, igualmente, que o fogo descontrolado pode ter resultado de acção humana. “É um fogo posto por pessoas de má-fé que passaram por aqui. Ainda não temos a área atingida, porque são parcelas onde o fogo corre numa área aberta, mas estamos a trabalhar para estimar a área atingida”, apontou o chefe das infra-estruturas na Reserva Especial de Maputo.

Devido ao fogo, há registo de destruição de postes e cabos de telefonia, entre outras infra-estruturas. O meio ambiente não escapou do fogo que se alastra com o vento e Abílio Tamele avança que há animais que morreram e outros escaparam.

“Como podem ver, os animais de grande porte conseguem fugir, mas os mais pequenos morrem, os insectos, gafanhotos e as suas crias foram sacrificados”, lamentou Abílio Tamel.

Devido à devastação do pasto, os animais de médio porte, como é o caso de impalas, e de grande porte, estão a migrar para áreas mais seguras, incluindo comunidades.

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