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FMI inicia conversações para se envolver com autoridades moçambicanas em 2019

Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) está satisfeita com os esforços da Procuradoria-Geral da República de Moçambique, no que diz respeito à cooperação com os parceiros de desenvolvimento, no sentido de se apurarem e responsabilizarem os mentores das dívidas anteriormente consideradas ocultas, nomeadamente, da EMATUM, PROINDICOS e MAM.

A equipa composta por técnicos do FMI, liderados por Ricardo Velloso, fez uma visita de rotina a Maputo entre os dias 6 e 19 de Novembro de 2018, onde reuniu com membros do Governo, com o governador do Banco de Moçambique, deputados, sector privado, doadores de Moçambique e outras personalidades. O objectivo da visita era "analisar os desenvolvimentos económicos recentes e iniciar conversações relativas às opções possíveis de envolvimento com as autoridades moçambicanas".

Olhando para o histórico das últimas visitas do corpo técnico do FMI, esta última é especial, porque introduz sinais de possível reatamento entre o Governo de Moçambique e o FMI. Em Agosto, por exemplo, o objectivo da missão era de "actualizar o quadro macroeconómico para 2018-19 e proporcionar contribuições para a elaboração do orçamento preliminar de 2019".

Contudo, a missão alerta para que "possíveis acordos futuros com detentores das dívidas anteriormente ocultas sejam coerentes com o retorno da dívida global do país a uma trajectória sustentável e com a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável de Moçambique".

O FMI continua optimista em relação à economia moçambicana, mantendo a previsão de crescimento de 4 a 4.7 por cento em 2019. Tal optimismo resulta do facto de haver esforços sustentados de criação de uma paz duradoura no país, de um relaxamento gradual das condições monetárias, da regularização dos pagamentos internos em atraso junto de fornecedores, e do maior investimento directo estrangeiro, em particular nos mega-projectos no gás natural liquefeito.

"A missão saudou os planos das autoridades para elaborar, com a assistência técnica do FMI, um diagnóstico exaustivo dos desafios de governação e corrupção", refere um comunicado do FMI enviado à nossa redacção.

Segundo a equipa do FMI, as condições monetárias restritivas e um aumento menor do preço dos produtos alimentares fizeram com que a inflação declinasse rapidamente, atingindo 4,7 por cento, em termos homólogos, em Outubro de 2018, apesar de ajustamentos substanciais nos preços administrados. A taxa de câmbio manteve-se estável e sendo assim, a inflação para o país é projectada em torno de 6,0 por cento em 2019 pelo FMI.

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