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FMI considera que perspectivas para o país continuam desafiadoras

O Fundo Monetário Internacional emitiu esta noite um comunicado no qual considera que as perspetivas para o país continuam desafiadoras e alerta que sem políticas adicionais, a economia nacional deverá decrescer e a inflação poderá manter-se nos níveis actuais.

O documento publicado no princípio da noite desta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional é referente a consultas que os técnicos da instituição efectuaram em Moçambique e terminaram a 5 de Março de 2018.

O FMI refere na nota de imprensa que em Moçambique:

As perspectivas continuam desafiadoras. Sem acções de políticas adicionais, o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) deverá decrescer ainda mais ao longo do tempo com a inflação a manter-se nos níveis actuais. O défice fiscal expandiria, levando a uma acumulação adicional de dívida pública e à exclusão do sector privado. A exposição crescente dos bancos ao Governo, aliada às elevadas taxas de juro, criam potenciais vulnerabilidades macrofinanceiras.

Avaliação do conselho executivo do FMI

Os Directores Executivos notam que a economia de Moçambique enfrenta desafios difíceis. Enfatizaram a necessidade de alargar a base tributária através da eliminação de isenções do IVA e de outras isenções fiscais e de reduzir a despesa corrente protegendo, ao mesmo tempo, os recursos para projectos de proteção social e infraestrutura. Os Directores receberam com agrado os planos anunciados pelas autoridades para retomar as discussões com credores privados e enfatizaram que progressos nas discussões de reestruturação da dívida seriam um passo importante para restabelecer a sustentabilidade da dívida.

Corrupção e dívidas não reveladas

Os Directores receberam com agrado o plano de acção das autoridades para melhorar a governação, transparência e responsabilização. Observaram ainda que apesar de Moçambique ter um enquadramento legal anti-corrupção consistente em vigor, fortalecer a sua implementação e aplicação daqui para a frente é fundamental para combater a corrupção. Os Directores receberam com agrado a aprovação de um decreto que estabelece um enquadramento para a contratação de dívida pública e emissão de garantias. Destacaram ainda que o esclarecimento pleno do uso dos recursos dos empréstimos não revelados contraídos por três empresas públicas será essencial para restabelecer a confiança e encorajar o investimento privado.

 

 

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