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FMI considera dívida pública de Angola elevada, mas não preocupante

A Missão do Fundo Monetário Internacional chegou a Angola, esta quinta-feira, para analisar a situação económica do país. A missão reuniu-se, ainda ontem, com o governo e, em declarações, no final do encontro, o chefe da missão do FMI referiu que a dívida pública de Angola, estimada em mais de 60% do Produto Interno Bruto, “é elevada, mas não preocupante”. Ricardo Velloso, citado pelo Macauhub, justificou a sua afirmação com as medidas fiscais adoptadas pelo governo angolano tendo em vista o seu pagamento.

Velloso reconheceu igualmente o esforço feito pelo governo na elaboração do Orçamento Geral do Estado para 2018, que consignou grande parte da despesa ao pagamento do serviço da dívida pública e referiu que além da adopção de um novo regime cambial, a melhoria do ambiente de negócios em Angola constitui também um dos factores cruciais para impulsionar a próxima fase de crescimento económico do país, com o apoio do sector privado.

O chefe da missão do FMI precisou que a melhoria do ambiente de negócios passa, essencialmente, para revisão da Lei do Investimento Privado, a ser em breve sujeita à apreciação do parlamento, bem como pela concessão de mais crédito ao sector privado, “algo que vai ajudar a redução das despesas do Estado.”

O Conselho de Ministros apreciou, quarta-feira, a proposta de revisão da Lei do Investimento Privado, que visa “facilitar a aplicação de capital por investidores internos e externos, bem como o regime de acesso aos benefícios e outras facilidades a conceder pelo Estado.”

 

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