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FMI afasta possibilidade de apoio a Moçambique em 2018

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afasta a possibilidade de qualquer apoio a Moçambique no próximo ano e continua a condicionar qualquer ajuda, a clarificação de lacunas identificadas apontadas pelo relatório de auditoria feita pela Kroll, sobre o caminho dado a parte do valor das chamadas dívidas ocultas.

A informação foi revelada pelo director da divisão africana do FMI, Abebe Aero Selasie, citado pelos serviços em língua portuguesa da Voz da América (VOA).

“Neste momento, nas nossas projecções, não temos em conta que haverá um programa no próximo ano,” disse na sexta-feira na capital americana (Wahsington DC), Selassie.

Depois de várias rondas de conversações entre o governo e o FMI, por via de duas missões de avaliação enviadas este ano ao país, que chegaram a deixar promessas de que poderia haver, em breve, negociações para um novo plano de ajuda, as novas revelações indicam as perspectivas deixam de ser animadoras.

“Não há conversações sobre o programa antes da satisfação das lacunas de informação identificadas pelos auditores. Aguardamos a conclusão disso”, frisou Selasie.

Entre os pontos críticos das exigências, consta a clarificação do destino dado a 500 milhões de dólares e a divulgação dos nomes reais dos funcionários governamentais citados no relatório de auditoria da Kroll.

Não menos importante, os doadores e sociedade civil moçambicana exigem a responsabilização dos envolvidos no processo, que ocorreu nos últimos anos do mandato do presidente Armando Guebuza.
Além de ter violado as normas que os Estados membros acordam com o FMI, o acto transgrediu a legislação moçambicana, uma vez que as dívidas não foram autorizadas pelo parlamento.

A posição apresentada pelo FMI poderá representar um duro golpe ao ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, que esperava sair da reunião anual do Fundo, que decorre em Washington, com o bloqueio do FMI resolvido.

Sobre o encontro com a delegação de Maleiane, Selassie disse que “o diálogo foi útil, com informação melhorada sobre a situação macroeconómica, e realçaram que mais deverá ser feito, em particular, no tocante a reformas fiscais”.

 

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