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Fiscalizações regulares da Polícia levam transportadores de Pemba a paralisarem actividade

Dezenas de transportadores semi-colectivos de passageiros paralisaram, hoje, as suas actividades, na cidade de Pemba, para forçar a Polícia de Trânsito a reduzir fiscalizações às suas viaturas.

Em jeito de protesto, os transportadores bloquearam a Avenida 25 de Setembro e mandaram parar todas as viaturas de transporte de passageiros que continuavam a circular, como forma de pressionar os seus colegas a aderirem à reivindicação.

“Paralisámos as actividades, porque os agentes da Polícia de Trânsito fazem sempre operações direccionadas aos chapeiros. E, sistematicamente, os nossos carros são retidos no comando, onde não saem sem pagar 2 mil meticais”, lamentou José Guambe.

A manifestação criou constrangimentos para vários cidadãos que pretendiam deslocar-se a vários destinos. A paralisação fez com que houvesse enchentes nas principais paragens da cidade.

“Eu saí da zona de Expansão e mandaram-nos descer no Bairro Alto Gingone. Para chegar ao meu destino, tive de pegar um moto-táxi”, revelou Teodora Correia, uma utente.

Devido à desordem instalada pelos transportadores, a Polícia enviou um forte contingente que, rapidamente, controlou a situação.

“Infelizmente, grande parte desses transportadores de passageiros não apresenta licenças, e foi justamente isso que motivou a manifestação. É que detivemos um condutor que tentou corromper o nosso agente com cerca de dois mil meticais por não apresentar este documento”, esclareceu Ernesto Madungue, Porta-voz do Comando Provincial da PRM em Cabo Delgado, que depois deixou uma advertência aos manifestantes.

“Apelamos aos transportadores de passageiros para regularizarem a documentação referente ao licenciamento de actividade, a cartas de condução para serviços públicos, revejam as condições mecânicas das viaturas e, acima de tudo, cumpram a lotação imposta pela Situação de Calamidade Pública, porque esta operação vai continuar e não vamos tolerar ilegalidades nas estradas que, muitas vezes, põe em causa a vida de pessoas.”

A manifestação, que condicionou a circulação de viaturas e pessoas na principal avenida de Pemba, durou cerca de uma hora.

Apesar da desordem, nenhum manifestante foi detido, com a excepção do condutor que tentou subornar as autoridades.

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