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Filha de empresário português raptada na cidade da Matola

Desconhecidos raptaram uma filha de empresário português, na manhã de ontem, na cidade da Matola. O Serviço Nacional de Investigação Criminal na província de Maputo assegura estar a trabalhar para esclarecer o assunto.

Jéssica Pequeno, de 27 anos de idade – filha de proprietários do restaurante “Burako da Velha” – foi raptada por volta das 07h00, quando se fazia ao trabalho próximo à casa dos seus pais, na cidade da Matola.

A jovem estava com a assistente de trabalho, quando homens armados imobilizaram a viatura da vítima e agiram num abrir e piscar de olhos.

“Eles obrigaram ela a estacionar a viatura e gritaram ‘entra no carro!’. Depois alguma resistência, ela acabou entrando na viatura dos criminosos, que estavam com os rostos” completamente “cobertos de máscara”, contou uma testemunha ao “O País”.

Momentos após a ocorrência, o Serviço Nacional de Investigação Criminal na província de Maputo destacou um efectivo para registar os vestígios deixados pelos presumíveis criminosos.

Elino Panguana, inspector daquela instituição na província de Maputo, assegurou à imprensa que as linhas de investigação já foram activadas e as autoridades esperam esclarecer o caso, o máximo possível.

O inspector reconheceu que os raptos na província de Maputo têm preocupado as autoridades, embora sejam “um tipo legal” de crime cuja ocorrência não pode ser prevista quanto aos locais e vítimas, por exemplo.

Panguana disse ainda que as autoridades têm-se desdobrado com vista a esclarecer os crimes, tanto é que há dois, pendentes, e que em caso de avanços a investigação criminal “vai convidar a comunicação social”.

Jéssica Pequeno trabalhava no restaurante dos pais no caixa. Sua ausência condiciona o trabalho de cerca de 70 trabalhadores.

“Assim temos que fechar as portas. Não estamos em condições de trabalhar. Só poderemos voltar assim que houver avanço no caso”, declarou o gerente da “Burako da Velha”.

Ainda ontem, a ministra da justiça, assuntos constitucionais e religiosos expressou haver necessidades de esclarecimentos avançados nesta tipologia de crimes que há mais de uma década assolam de forma frenética o país. Helena Kida disse ser “importante que sejam responsabilizados os autores”.

Na sequência destes crimes, na Beira, por exemplo, há menos de um mês alguns empresários chegaram a paralisar a actividade comercial por três dias em protesto contra os crimes.

Estima-se que desde o início deste ano, só nas cidades de Maputo e Matola pelo menos 10 empresários e ou seus familiares foram raptados. Embora as autoridades apresentem detidos em conexão com os casos, os crimes não têm abrandado.

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