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Ferroviário de Maputo defende título no Madagáscar

Está confirmado. A fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos disputa-se de 6 a 15 de Dezembro, no  “Palais des Sports Mahamasima”, em Antananarivo, Madagáscar.

Isento da fase preliminar, dado ao facto de ser campeão em título, o Ferroviário de Maputo parte para esta competição com claro objectivo de conquistar o “bis”.
Para o efeito, a equipa orientada por Leonel “Mabê” já está a trabalhar depois de um período de férias seguido da conquista do campeonato nacional de basquetebol sénior feminino.

As campeãs africanas em título contam praticamente com a mesma estrutura do ano passado, uma vez que não há saídas e entradas de vulto no plantel.

No seu percurso nesta competição, o Ferroviário de Maputo conseguiu o segundo lugar em 2006, em Libreville, Gabão, quando perdeu na final com o 1º de Agosto de Angola, por 86-74. Astrida Vicente foi determinante, na referida final, ao contabilizar 19 pontos na equipa Angola. Já Deolinda Gimo e Júlia “Julinha” Machalela foram  as melhores cestinhas da equipa orientada por Carlos Ibrahimo Aik.

No ano seguinte, no pavilhão do Maxaquene,  o Ferroviário de Maputo, também orientado por Carlos Ibrahimo Aik e reforçado com as americanas Mónica Naltner Stephanie Faulkner, terminou a prova na terceira posição.

A caminhada rumo à conquista da medalha de bronze foi desenhada com uma dificílima vitória, nos quartos-de-final, frente ao First Bank da Nigéria por 71-69. Carla da Silva fez das suas com 21 pontos na sua conta. Mas, nas meias-finais, caiu aos pés do 1º de Agosto de Angola com quem perdeu por 50-43.

Foi preciso esperar oito anos – 2015- para as “locomotivas” voltarem a entrar no grupo das três melhores equipas da competição. Em Luanda, Angola, o Ferroviário de Maputo ficou em terceiro lugar ao bater o First Bank da Nigéria, por 71-54. Com 16 pontos, Ana Jaime foi a melhor cestinha da equipa moçambicana nesta competição.

Entre o céu e a terra, o Ferroviário de Maputo falhou novamente a conquista da prova em 2016, quando perdeu na final com o Interclube, por 67-49. No pavilhão do Maxaquene, houve muito Inter para pouco Ferroviário de Maputo que, de resto, viu Italee Lucas e Sequoa Holmes brilharem e conduzirem as “polícias” a mais um título.

Porque o sonho comanda a vida, não se desistiu. Foi-se à Luanda, Angola, em 2017, jogar de peito aberto. Uma vitória bem conseguida nas meias-finais diante do então campeão Interclube abriu espaço para a segunda final consecutiva. Pena, pena mesmo, naquela noite de 19 de Novembro o 1º de Agosto ter estragado a festa, quando venceu o Ferroviário de Maputo por 65-51.

Gizela Vega, espanhola, e Sara Chan, queniana, foram os reforços da equipa moçambicana  nesta prova na qual foi orientado por Inak Garcia, Carlos Niquice e Leonel Manhique.

À terceira final consecutiva foi de vez. E tinha que ser mesmo. Foi difícil, certo, mas foi meritório para o Ferroviário de Maputo que derrotou na final o Interclube, por 59-56. Em destaque, na final, estiveram as duas americanas: Carmen Tyson Thomas, com 23 pontos e cinco ressaltos, e Cierra Thompson, com um duplo-duplo (12 pontos e 12 ressaltos).

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