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Ferroviário da Beira: façam (lá) acontecer

Foto: BAL

Ferroviário da Beira defronta, esta segunda-feira, às 19h00, o Cobra Sport do Sudão em jogo da 1ª jornada da Divisão Leste da Elite 16 – última fase de apuramento- à Basketball Africa League (BAL), prova a realizar-se de 6 a 11 de Dezembro, em Joanesburgo, África do Sul.

É a etapa decisiva de acesso a mais destacada e apetecível prova de clubes de basquetebol do continente: BAL. Referência, em tão curto espaço de existência e já no mapa internacional, a prova organizada conjuntamente pela FIBA e NBA e com investimentos gigantescos, tem como objectivo dinamizar a modalidade da bola ao cesto em África.

E, nesta caminhada rumo à edição 2022 da Basketball Africa League, o Ferroviário da Beira terá a hercúlea quanto desafiante tarefa de superar o Cobra Sport (Sudão), City Oilers (Uganda) e Ulinzi Warriors (Quénia) para se tornar na segunda equipa moçambicana a marcar presença na prestigiada prova.

Esta segunda-feira, às 13h00, no City Arena Wembley Stadium, em Joanesburgo, o conjunto orientado pelo espanhol Luiz Hernandes trava argumentos com o Cobra Sport do Sudão do Sul. É, de resto, uma formação que perdeu as duas partidas nas eliminatórias do Grupo D realizadas em Outubro, em Dar Es Salaam, na Tanzânia, qualificando-se para Elite 16 como convidada (“wild card”).

Rezam as crónicas que os sudaneses caíram aos pés do New Star do Burundi (67-42), que viria a vencer o grupo B, e o Ulinzi Warriors do Quénia (53-47).

Baseado em Juba, o Cobra Sport tem a particularidade de ter disputado, em 2020, os seus primeiros jogos continentais, ao participar das eliminatórias para a temporada 2020 do BAL.

Para esta empreitada, no geral, e duelo com os sudaneses, em particular, o Ferroviário da Beira potenciou a sua equipa com três jogadores estrangeiros, nomeadamente Jermel Michele Kennedy (canadense), William Perry (base americano) e Austin Mofunanya (extremo-poste americano naturalizado nigeriano).

Austin Mofunanya teve passagens pela NSA (EUA), Espanha, Iraque e França, esperando-se, naturalmente, que venha a emprestar qualidade na luta das tabelas.

William Perry, esse, já está compenetrado com o grupo porquanto foi uma das pedras de toque no Torneio de Apuramento realizado em Maputo, competição na qual o Ferroviário da Beira fez o pleno com seis vitórias em igual número de jogos. Perry esteve, igualmente, em destaque na fase de qualificação que se realizou em Outubro, em Joanesburgo, África do Sul. E não foi diferente com Jermel Michele Kennedy

Intramuros, Luiz Herandes socorreu-se do “power forward” do Costa do Sol, Egídio Zandamela, atleta que se espera que venha dar peso e altura nas tabelas.

Aliás, na fase de qualificação havida no Soweto, Luiz Hernandes percebeu que havia necessidade de preencher as lacunas existentes nas posições 4-5 na sua formação.

Os últimos três dias foram de intensas unidades de treino no pavilhão do Maxaquene, com o espanhol Luiz Hernandes a procurar maior coesão no grupo de trabalho, que se mostra motivado para esta competição.

Depois de enfrentar o Cobra Sport do Sudão, o Ferroviário da Beira irá bater-se sucessivamente com o City Oilers (vencedor da National Basketball League do Uganda em 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019) e Ulinzi Warriors (bicampeã do Quénia).

O regulamento prevê que as duas formações, que terminarem nas duas primeiras posições de cada grupo, se qualifiquem à ronda seguinte, na qual se vão bater nas meias-finais, final e duelo de atribuição do terceiro lugar de cada divisão.

 

TOM WAMUKOTA: A GRANDE REFERÊNCIA

Tom Wamukota é, seguramente, uma das jóias da coroa do Cobra Sport do Sudão para atacar a presença na BALL 2022. O extremo evoluiu na primeira edição da Basketball Africa League (BAL) e quer voltar a brilhar na Arena de Kigali. O valoroso jogador juntou-se ao Cobra Sport no passado dia 26 de Novembro e aponta para uma das vagas de acesso à Elite 12 (fase final a realizar-se próximo ano). Com tanta experiência adquirida jogando basquetebol universitário no Estado de Wichita, nos EUA, entre 2014-2016, Wamukota espera ser uma grande valia.

“Estou com o grupo há uma semana. Entramos, há dias, na fase decisiva da nossa preparação e vamos disputar a prova na África do Sul, com o objectivo de nos qualificarmos. Estamos preparados e motivados. Temos alguns jovens jogadores talentosos que são atléticos”, disse Wamukota em entrevista ao sítio da FIBA. E acrescentou que somente com trabalho árduo é que podem seguir em frente na prova: “Esperamos classificar-nos, com certeza. Esperamos ser uma das três equipas a qualificar-se entre os dois grupos. E acredito que teríamos uma exibição muito boa nesta fase.”

Wamukota, que arrancou excelentes exibições na edição de estreia da BAL, levando o Patriots BC para a 4ª posição após uma derrota por 97-68 para a potência angolana Petro Atlético de Luanda, não deixa de manifestar o seu optimismo.

Estão qualificados para esta competição as formações do Petro de Luanda (campeão angolano na temporada 2020-2021), US Monastir da Tunísia (vencedor do campeonato tunisiano, designado Championnat National A, época 2020-2021), Zamalek do Egipto (campeão na Egyptian Basketball Super League), DUK do Senegal (vencedor da Nationale 1, campeonato senegalês de basquetebol), REG do Ruanda (campeão ruandês de basquetebol) e Hope Rivers (campeão da Nigéria).

 

IVISÃO OESTE 

Grupo G1:

FAP (Camarões)
AS Police (Mali)

SOA (Costa do Marfim)

ASPAC (Benin)

 

Grupo G2:

AS Salé (Marrocos)

SLAC (Guiné)

AS Nigelec (Nigéria)

BC Espoir Fukash (RD Congo)

 

DIVISÃO LESTE

Grupo H1:

Cape Town Tigers (África do Sul)

New Stars (Burundi)

Kurasini Heat (Tanzânia)

Matero Magic (Zâmbia)

 

Grupo H2:

Ferroviário da Beira (Moçambique)

Ulinzi Warriors (Quénia)

City Oilers (Uganda)

Cobra Sport (Sudão do Sul)

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