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Falso alarme!

Afinal, apenas quatro das 43 pessoas que acusaram positivo à COVID-19 nos testes rápidos, feitos a 88 elementos intervenientes nos últimos dois jogos do Torneio Nutrição, são efectivamente casos positivos. A positividade foi confirmada após a realização dos testes PCR.

Os resultados partiram do teste de anticorpos, com margem de erro quando feitos a indivíduos que tomaram a vacina, realizados pela Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto a um universo de 88 pessoas envolvidas na final e jogo do terceiro lugar do Torneio Nutrição.

Os casos positivos foram alarmantes, tendo roçado a metade, 43, o que forçou o adiamento da final (Ferroviário de Maputo vs Costa do Sol) e do jogo de atribuição do terceiro lugar (Maxaquene vs A Politécnica).

O cenário foi descrito como assustador, tendo criado pânico no meio desportivo, mas, porque há sempre uma margem de erro, recomendaram-se os testes PCR, com maior fiabilidade, que vieram provar que, afinal, das 43 pessoas com resultado positivo apenas quatro estavam contaminadas pelo Coronavírus.

“De todos aqueles que foram submetidos ao teste PCR, só quatro acusaram positivo. Destes, três tinham acusado positivo nos testes rápidos feitos no sábado”, clarificou Adélia Ndeve, chefe da Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto.

Os casos positivos resultaram de testes de anticorpos, ou melhor, recolha de sangue em detrimento do recomendável, o antígeno (recolha de gotículas através da boca e narinas).

Assim, um erro evitável conduziu a comissão de monitoria e controlo da COVID-19 no desporto a resultados “desastrosos”.

“A situação, na qual estávamos, deu-nos a ideia de que o grupo de basquetebol estava exposto à COVID-19. Fizemos o teste rápido e, depois dos resultados, fomos ao PCR. No entanto, o que está autorizado para aquela situação é o antígeno”, explica Ndeve, descartando o erro clamoroso.

“Não houve erro como tal ao fazer-se o teste de anticorpos. Foi o que nós tínhamos no momento e podia ser usado”, observou a médica.

Assim, está desfeito o equívoco. Está, portanto, autorizada a realização da final do Torneio Nutrição de basquetebol em seniores masculinos e jogo de atribuição do terceiro lugar num espaço de 14 dias após a testagem.

 

MOÇAMBOLA EM XEQUE

A divulgação dos resultados dos testes da COVID-19 nos clubes do Moçambola tem deixado a desejar. Como prova disso, o Presidente da República foi forçado a suspender a prova em Fevereiro, decorridas apenas quatro jornadas. O Chefe de Estado justificou a sua decisão, afirmando que os intervenientes da prova máxima do futebol nacional não observavam as medidas de prevenção da COVID-19.

Filipe Nyusi disse mais: “o futebol precisava de se organizar e, só assim, podia-se retomar o campeonato nacional”.

E não mesmo estava organizado! Aliás, após a suspensão, a Federação Moçambicana de Futebol retratou-se em público que os testes existentes na época haviam esgotado em apenas duas doses realizadas.

Como quem corre contra prejuízo, a Federação Moçambicana de Futebol, a Secretaria do Estado de Desporto e a Liga Moçambicana de Futebol foram à carga. Num encontro que tiveram com o Chefe de Estado, as três entidades, de viva voz, comprometeram-se a envidar esforços para a realização regular dos testes.

Sucede, porém, que o assunto dos testes não tem sido tão transparente pelo menos sob ponto de vista de divulgação de informação, de tal forma que Nyusi manifestou a sua inquietação sobre a situação na penúltima comunicação à Nação. Este cenário parece ter dias contados, segundo a responsável pela Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto, Adélia Ndeve.

“Em relação ao Moçambola e tantas outras provas, é obrigatório que nos passem os resultados dos testes feitos por cada equipa 48 horas antes da realização do jogo. Se a comissão não tiver o resultado da pré-testagem, tem o poder de interditar a realização dos jogos”, atirou.

Ndeve disse, ainda, que cabe aos clubes procederem à testagem e, à Liga Moçambicana de Futebol, divulgá-los. Se tal não acontecer, advertiu, a Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 poderá fazer testes aleatórios.

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