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Exército do Zimbabwe anuncia detenção de Mugabe

Vários órgãos internacionais acompanham a situação política do Zimbabwe. O Expresso, por exemplo, escreve, na sua página de hoje, que o Exército zimbabweano a capturou do Presidente Robert Mugabe.

Para o jornal português, no que parece ser golpe militar, o Exército tomou a televisão estatal, ZBC, depois de uma madrugada em que Harare, a capital do Zimbabwe, foi abalada por explosões.

Ainda de acordo com o Expresso, a partir da redação televisiva, dois soldados em uniforme anunciaram ao início desta quarta-feira que "a situação no país avançou para outro nível". Rejeitando que haja um golpe militar em curso, os representantes das forças armadas garantiram que Mugabe e a sua família "estão a salvo" e que "a sua segurança está garantida".

Pelas 6h da manhã locais, mesma hora em Maputo, a vida na capital parecia estar a decorrer com normalidade. No entanto, os correspondentes do "New York Times" na cidade dizem que alguns soldados continuam a ser avistados nas principais estradas que ligam à capital, mas que nenhum veículo está a ser parado, noticia o Expresso.

Neste momento, segundo aquele órgão de informação, não se sabe para onde Mugabe foi levado.

A tensão entre as forças armadas e o Presidente no poder desde a independência do país acontece uma semana depois de o vice-presidente Emmerson Mnangagwa ter sido forçado a demitir-se – alegadamente para abrir caminho a Grace Mugabe, para que venha a substituir o marido de 93 anos.

O general Chiwenga é amigo próximo de Mnangagwa, que a par de ter sido expulso do governo foi igualmente afastado do partido de Mugabe, o ZANU-PF. Ao "New York Times", de acordo com o Expresso, o ministro da Informação, Simon Khaya Moyo, disse, esta manhã, numa curta entrevista telefónica que "não sabe" se está em curso um golpe militar. "O que é que posso dizer? Não sei nada sobre isso.".

O G1, portal da Globo, informa que três ministros do governo do Zimbabwe foram detidos pelos militares, citando o jornal local independente "NewsDay”. Assim, para o G1, foram detidos por soldados os ministros das Finanças, Ignatius Chombo; de Educação Superior, Jonathan Moyo; e de Governo Local, Obras Públicas e também líder do partido ZANU-PF, Saviour Kasukuwere.

Os três foram presos em suas casas, que também foram revistadas pelos soldados, avança G1.

 

 

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