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EUA doam equipamento de rastreio do cancro do colo do útero a Moçambique

Foi através da sua embaixada que os Estados Unidos da América (EUA) doaram, hoje, ao Gabinete da Primeira-Dama, material diverso de rastreio do cancro do colo do útero e de combate à COVID-19. O cancro do colo do útero é a principal causa de morte por cancros em Moçambique, estimando-se que anualmente ocorram cerca de 4.300 novos casos e 3.400 mortes pela doença.

É conhecendo esta realidade, que a Embaixada dos Estados Unidos doou, esta quarta-feira, computadores e equipamento de rastreio da doença e material de prevenção da COVID-19.

“Esperamos que este apoio contribua para melhoria da oferta de serviços de rastreio de lesões pré-cancerígenas e para o tratamento atempado e adequado das lesões diagnosticadas. Nesta parceria, juntos temos vindo a fazer progressos com resultados encorajadores. Por exemplo, nos últimos dois anos, aumentou de 10 mil para 117 mil o número de mulheres vivendo com HIV/SIDA que tiveram acesso ao diagnóstico para detectar lesões no colo do útero. Também se registrou a expansão da capacidade de tratamento de lesões pré-cancerígenas com cerca de 7500 mulheres beneficiadas em 2020”, destacou Abigail Dressel, chefe-adjunta da Missão da Embaixada dos EUA em Maputo.

Na ocasião, Isaura Nyusi considerou a situação da doença como sendo crítica no país e defendeu a conjugação de esforços para travar mortes.

“A redução dos índices de mortalidade por esta doença nas comunidades do nosso País, constitui ainda mais um grande desafio que implica o redobrar de esforços de implementação e fortalecimento de actividades ligadas à prevenção, detecção precoce e tratamento das lesões precursoras e do próprio cancro do colo do útero já estabelecido. A concretização de acções como estas, exige uma conjugação de esforços a todos os níveis, de modo a permitir: o aumento da prevenção; melhorias da capacidade de diagnóstico e intervenção; e o alívio do sofrimento das pacientes que uma vez afectadas, poderão ou não evoluir para fases mais complexas da doença”, defendeu a primeira-dama.

A esposa do Presidente da República disse que o gesto do governo americano irá ajudar a reduzir o sofrimento dos pacientes e contribuir para salvar vidas.

“Este gesto dos nossos parceiros é de um valor inestimável. Isto é, uma evidente demonstração de amor, humanismo e solidariedade. É nossa convicção que o produto desta doação, vai certamente, ajudar a suprir parte das necessidades com que o sector de Saúde se debate nestas áreas de atendimento. Esperamos, igualmente, que desperte em outros actores da sociedade, a vontade e disponibilidade para apoiar esta nobre causa que é reduzir, senão mesmo, eliminar a morbi-mortalidade por cancro do colo do útero e COVID-19 em Moçambique”, terminou.

O material ora ofertado deverá ser entregue ao sector de saúde para a sua utilização.

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