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EUA acusam Rússia de não querer solução para conflito com Ucrânia

O chefe da diplomacia norte-americana pediu hoje à Rússia para que deixe de ser agressiva em relação à Ucrânia e acusou Moscovo de “não querer participar na resolução do conflito” no leste da Ucrânia.

“Esperamos que a Rússia pare com as acções perigosas e agressivas”, disse Antony Blinken, durante um encontro em Kiev com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, onde discutiram o recente envio, por parte de Moscovo, de um forte dispositivo militar para a fronteira entre os dois países, que, entretanto, está a ser retirado.

“Estamos cientes de que a Rússia retirou algumas das forças da sua fronteira com a Ucrânia. Mas sabemos que ainda há forças e equipamentos significativos lá”, disse o secretário de Estado norte-americano, que prometeu trabalhar com a Ucrânia para que este país “se possa defender contra agressões”, de acordo com o Notícias ao Minuto.

Antony Blinken garantiu, ainda, que “a Rússia tem capacidade para tomar acções agressivas num curto período de tempo” e, por isso, os “Estados Unidos estão a acompanhar a situação de perto”.

Entretanto, o Chefe de Estado ucraniano considera que a retirada de tropas russas da fronteira se está a fazer de “forma muito lenta”, apesar das promessas de Kremlin de redução do dispositivo militar, anunciada em 23 de Abril último, após semanas de escalada de tensão entre os dois países.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, durante semanas, Moscovo destacou dezenas de milhares de soldados para a zona de fronteira com a Ucrânia, alegando que estava apenas a realizar “exercícios militares” e explicando que era prerrogativa do país movimentar o seu exército como quisesse, dentro do seu território.

Mas as movimentações militares russas atraíram a atenção e a preocupação dos aliados ocidentais da Ucrânia, até porque os exercícios foram acompanhados de um ressurgimento de violência no conflito entre as forças ucranianas e movimentos separatistas pró-russos no leste do país e na península da Crimeia.

Os Estados Unidos, União Europeia e NATO multiplicaram as declarações de apoio a Kiev neste conflito, mas não acataram o pedido ucraniano de acelerar a entrada deste país na Aliança Atlântica, que seria interpretada como uma provocação por parte de Moscovo.

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