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Estudantes estrangeiros em risco nos EUA

Os estudantes estrangeiros que estiverem a tirar cursos nos Estados Unidos terão de abandonar o país caso as suas universidades passem a realizar aulas exclusivamente online devido à pandemia da COVID-19.

A agência de Imigração e Alfândega dos EUA, explicou em comunicado que estudantes com determinados vistos não podem tirar um curso exclusivamente online e permanecer nos Estados Unidos.

A medida pode vir a afectar milhares de alunos estrangeiros que se encontram a estudar em universidades norte-americanas e que representam uma importante fonte de rendimento para essas instituições de ensino, que arriscam agora ficar sem estas propinas.

Apenas em 2018, estes alunos geraram receitas de 45 milhões de dólares à economia norte-americana. Os estudantes têm dez dias para actualizar o estado das suas aulas, declarando se as mesmas estão a decorrer presencialmente ou online.

A decisão chega numa altura em que universidades de todo o país estão a começar a fazer a transição das aulas presenciais para as aulas online na sua totalidade, de modo a impedir a propagação do novo Coronavírus.

A conceituada universidade de Harvard é uma das que aderiu a esta alternativa, que se aplica inclusivamente aos estudantes que habitam no próprio campus. Em comunicado, o director da instituição disse lamentar profundamente a medida imposta pela administração Trump, considerando-a uma abordagem brusca para um complexo problema.

Como alternativa para os alunos afectados, a agência de Imigração e Alfândega sugere que estes peçam transferência para universidades nas quais se mantenha o ensino presencial. Podem também optar por universidades com um modelo híbrido, que mantenham uma conjugação de aulas presenciais e virtuais.

A oposição democrata já se pronunciou sobre a medida. Para os democratas a decisão não faz sentido, é xenófoba e cruel, considerou a senadora Elizabeth Warren. Também Bernie Sanders defendeu que a crueldade da Casa Branca não conhece limites.

A entidade, que representa cerca de 1800 universidades, está particularmente preocupada com a possibilidade de a crise pandémica piorar no semestre de outono e levar a que todas as instituições, incluindo aquelas que continuam agora a optar por aulas presenciais, passem para o regime virtual, deixando os alunos estrangeiros sem outra opção a não ser a de abandonar o país.

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