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Estrangeiros abandonam Ucrânia por medo da guerra

As tensões políticas entre Rússia e Ucrânia se mantém a braço-de-ferro, com a acumulação de tropas, tanto da Rússia como da NATO, em zonas próximas da fronteira ucraniana. Por medo da guerra, de acordo com uma nota publicada na Euronews, alguns estrangeiros decidiram abandonar Kiev, a capital da Ucrânia.

“Vou embora por causa da situação e porque tenho amor à vida. A melhor escolha que alguém pode fazer, neste momento, é deixar a Ucrânia”, disse Aimrane Bouziane, turista marroquino, citado pela Euronews.

Entretanto, outros estrangeiros são mais optimistas e não vêm razão para deixar o país.

“Pessoalmente, não acho que vá acontecer alguma coisa, mas infelizmente ninguém pode ler a mente de Vladimir Putin”, afirmou Denis Lucins norte-americano e treinador de futebol na Ucrânia.

As tensões nas fronteiras da Ucrânia tem chamado atenção da imprensa e da população deste início deste ano.

O Presidente da Rússia insiste que não tem qualquer intenção de invadir a Ucrânia e o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia emitiu uma nota em que acusa os observadores norte-americanos e britânicos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) de estarem a deixar o leste da Ucrânia, alimentando assim a “psicose colectiva” em torno de uma possível invasão russa.

O chanceler alemão Olaf Scholz reúne-se esta segunda-feira com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e vai a Moscovo falar com Putin na terça-feira.

 

Aumenta lista de países que aconselham cidadãos a deixarem a Ucrânia

Porque a guerra na Ucrânia está iminente, vários países como Alemanha, Estados Unidos, Espanha, Bélgica, Estónia, Lituânia, Reino Unido, Noruega, Letónia, Coreia do Sul, Bélgica, Nova Zelândia, Dinamarca, Japão entre outras organizações internacionais têm aconselhado cidadãos que vivem na Ucrânia a deixar imediatamente o país devido a tensões com a Rússia.

Primeiro foram os Estados Unidos, mas a lista de países que recomenda aos seus cidadãos que vivem na Ucrânia que regressem ao país de origem não pára de crescer.

A embaixada dos Estados Unidos em Kiev ordenou a retirada do seu pessoal não essencial, depois de Washington ter alertado para a iminência de uma ofensiva russa contra a Ucrânia.

Este sábado, o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, esteve novamente à conversa por chamada telefónica com o líder Putin, durante uma hora e dois minutos, Biden voltou a avisar os “custos severos e rápidos” das sanções que serão tomadas pelos EUA e os seus aliados. Já do lado ucraniano, o Presidente do país em risco Volodymyr Zelensky disse que os avisos de invasão podem alimentar o pânico.

O Reino Unido, a Noruega e a Dinamarca fizeram o mesmo aviso. Pediram aos seus cidadãos para deixar a Ucrânia na sexta-feira, enquanto ainda existem meios comerciais disponíveis para o fazer.

Face à ameaça de um ataque russo ao território ucraniano, o Ministério dos Negócios Estrangeiros holandês também aconselhou aos seus cidadãos a deixar a Ucrânia e desaconselhou viagens àquele país.

Segundo o Observador, o Japão aconselhou os cerca de 150 japoneses a viver na Ucrânia a deixar “imediatamente” o país devido a tensões com a Rússia. O aviso foi enviado por e-mail, dias após elevar o alerta de segurança na Ucrânia.

“Os cidadãos japoneses são aconselhados a deixar o país usando aviões comerciais, pois alguns voos foram já suspensos e existe a possibilidade de serem totalmente suspensos nos próximos dias”, disse o porta-voz do Governo Hirokazu Matsuno, citado pela agência de notícias Efe.

“Na sexta-feira passada elevamos o nível de alerta de segurança para quatro, não só na capital, mas também em todo o país”, disse Matsuno, que explicou que o governo japonês formou uma equipa interna para acompanhar a crise no país europeu.

O Japão irá começar também hoje a retirar o pessoal não essencial da sua embaixada em Kiev, mantendo apenas um serviço consular mínimo.

“Vamos dar prioridade à segurança dos nossos cidadãos e continuaremos a comunicar individualmente por correio (eletrónico) e por telefone”, sublinhou Matsuno.

 

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