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Estado pede aos empresários confiança na justiça  

Nos últimos oitos anos, 13 empresáriosbeirenses ou seus familiares foram raptados e pagas avultadas somas monetáriasnunca divulgadas. Ou seja os familiares das vítimas negociaram o resgate directamentecom os raptores, o que na opinião da secretária do Estado da província deSofala, Stela Zeca, estimula raptos.

Ao negociaremdirectamente com os raptores para a libertação dos seus parentes, semenvolvimento das autoridades, criam espaços para que os criminosos cheguem àconclusão de que o crime compensa. Face a isso, voltam a fazer o mesmo.Gostaríamos de exortar à classe empresarial para aprimorar a comunicação com a Polícia.Sabemos que nestes casos há ameaças e risco de as vítimas terem uma sortedesagradável para todos.

Contudo, o combate a este crime e de outros só seráeficiente se houver colaboração”, disse Stela Zeca. A governante falavano final de um encontro realizado na tarde de ontem, com a classe empresarial.Estiveram na reunião o comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) eo director do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). O objectivo  era buscar soluções para pôr fim à onda deraptos.

Os empresários daBeira afirmaram que estão desapontados, com falta de confiança e que os raptosminam o ambiente de negócio. Todavia, eles saíram do encontro satisfeitos.

“Foi renovada aconfiança com a Polícia e ficou acordado que temos que aprimorar a comunicação,que será certamente a arma fundamental para fazer frente aos malfeitores”,explicou Ricardo Cunhaque, presidente do Conselho Empresarial de Sofala, quefalava em nome do sector empresarial reunida com a secretária do Estado deSofala. Mas o movimentoempresarial pretende paralisar as actividades por três dias e aderir a uma manifestaçãopacífica contra os raptos.

“Apoiamos estetipo de movimento que visa pressionar o Governo para garantir segurança dosempresários. Mas para nossa felicidade, o Governo já mostrou abertura epreocupação, tal como prova o encontro” com Stela Zeca.

“Sofala foi vitima do ciclonee, agora, da COVID-19. Paralisar actividades por três dias irá contribuir paraacumular mais prejuízos”, afirmou Ricardo Cunhaque.

Refira-se que nasemana passada o SERNIC deteve seis indivíduos acusados de cometer três raptos,este ano, na cidade da Beira. Os seis suspeitos foram soltos entre a passadasegunda e terça-feira, mediante o pagamento de caução avaliada em um milhão e quinhentosmil cada.

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