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Enviadas 40 toneladas de comida para moçambicanos deslocados no Malawi

Como que a responder ao pedido de ajuda lançado pelas vítimas da tempestade tropical ANA, que se encontram deslocadas no Malawi, depois de o drama humanitário vir a público através da imprensa, o INGD enviou, na última sexta-feira, 40 toneladas de produtos alimentares diversos aos mais de 2500 moçambicanos que se encontram naquele país. Mas há, ainda, um processo que levará dias para que a comida chegue, de facto, àquelas pessoas necessitadas.

Os bens e produtos enviados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) incluem comida, roupa e material de higiene que se espera que cubram pelo menos um mês, enquanto os moçambicanos não voltarem ao país.

“Estamos a falar de 30.5 toneladas de arroz, duas toneladas de farinha, três toneladas de açúcar, uma tonelada de sal, 3.600 litros de óleo. Em termos de bens alimentares, serão enviadas 100 caixas de sabão e quarto toneladas de roupa diversa”, detalha a porta-voz do INGD, Nelma de Araújo, explicando, entretanto, que os bens e produtos não chegariam na sexta-feira, dado o percurso rodoviário de Moçambique a Malawi (uma parte da ajuda partiu da Cidade de Maputo e outra da delegação do INGD em Vilankulo, Inhambane) e as condições pouco favoráveis das vias de acesso.

Assim, prevê-se que a ajuda chegue a Malawi entre esta segunda  e terça-feira. E mais, após chegar a Malawi, a ajuda é canalizada ao Governo malawiano, cabendo a este fazer a distribuição, tendo em conta que o centro de acolhimento não alberga apenas moçambicanos, mas também malawianos.

Os mais de 2500 moçambicanos abandonaram as suas casas nos distritos de Morrumbala e Mutarara, na Zambézia e em Tete, respectivamente, onde viram as suas casas destruídas e/ou inundadas na sequência da tempestade tropical ANA. Porém, as autoridades moçambicanas ainda não têm um plano de reassentamento das pessoas, caso queiram regressar ao país. A porta-voz do INGD diz que é preciso, primeiro, haver um estudo sobre os reais danos que as pessoas sofreram, para avaliar se precisam mesmo de ser reassentadas.

Além das vítimas da tempestade ANA, o Instituto que gere os desastres confirmou a existência de mais de três mil pessoas que estão cercadas pela água na localidade de Madubula, em Matutuine, Maputo, na sequência do transbordo do rio Maputo.

“Já foi disponibilizada uma embarcação para garantir a travessia da população e essa embarcação está a ser usada também para assistência”, assegurou Nelma de Araújo.

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