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ENH de Vilankulo ainda sem treinador principal

Quando falta pouco menos de um mês para o início do campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2018, quase todas equipas têm definidas as suas equipas técnicas, faltando apenas a ENH de Vilankulo, que continua a trabalhar com os seus treinadores interinos, Eurico da Conceição e Artur Romão. A direcção dos “hidrocarbonetos” ainda está a procura de um treinador para segurar a equipa, depois da saída de João Chissano, que havia iniciado os trabalhos, mas que depois transferiu-se para o Ferroviário da Beira.

Aliás, esta dupla tem estado a trabalhar com os jogadores que foram escolhidos por João Chissano, com a convicção de formar um grupo coeso e iniciar da melhor maneira possível a época desportiva.

Apenas cinco clubes mantiveram seus treinadores

Das equipas que vão disputar o Moçambola 2018, apenas cinco é que mantiveram os seus treinadores da época passada, nomeadamente a Liga Desportiva de Maputo, Maxaquene, Clube de Chibuto, União Desportiva de Songo e Ferroviário de Nacala.

Para a União Desportiva de Songo, Maxaquene e Ferroviário de Nacala, os seus treinadores tem contratos desde início do ano passado que valem até este ano 2018, sendo que apenas houve necessidade de confirmar a sua permanência, enquanto para a Liga Desportiva de Maputo, Akil Marcelino chegou nas últimas jornadas da edição passada do campeonato nacional, com um contrato de um ano e meio, que passou automaticamente para este 2018. Já Artur Semedo, que tinha contrato de um ano com o Clube de Chibuto, teve necessidade de renovar o seu contrato por mais um ano a dirigir os destinos dos “guerreiros” Gaza.

Estes treinadores conseguiram manter a espinha dorsal dos jogadores com os quais trabalharam no ano passado, excepto aqueles que estavam em finais de contratos e não renovaram com os seus clubes e os que foram dispensados. Das saídas forçadas poucas se destacam, casos da União Desportiva de Songo que perdeu Luís Miquissone para o futebol sul-africano.

Dez clubes com treinadores novos

As restantes dez formações que vão disputar o Moçambola 2018 tiveram que trocar de treinadores para darem alguma robustez as equipas.

O Ferroviário de Maputo foi ao Costa do Sol “roubar” Nelson Santos, que levou consigo alguns dos jogadores que eram titulares nos “canarinhos”, casos de Loló e Kito. Mas o canário não baixou os braços e foi a Chimoio, ao Textáfrica, levar o argentino Leonardo Fábio Costas para comandar o voo que se espera seja mais alto este ano, com a conquista do campeonato nacional.

E porque foi-lhe retirado o seu treinador, os “fabris” do Planalto conseguiram assegurar o concurso de Lucas Barrarijo, “corrido” do Ferroviário de Maputo, a meio do ano passado devido aos alegados maus resultados.

O Ferroviário da Beira, mesmo depois de uma boa campanha feita por Rogério Gonçalves, a direcção não renovou com o português, preferindo ir a vizinha província de Inhambane “roubar”, a ENH de Vilankulo, o antigo seleccionador nacional, João Chissano. Uma tentativa de resgatar a mística da equipa e devolver as conquistas que outrora teve, tanto na Taça de Moçambique e no Moçambola.

Quem também trocou de treinador foi o 1º de Maio de Quelimane. Sem ter continuado com Cesário Matos, os “trabalhadores” viram o técnico responsável pela subida da Associação Desportiva de Macuácua desempregado e chamaram por Sebastião Sitoe para comandar o barco. A melhoria da classificação do ano passado é que se exige ao técnico.

Em Nampula, o Ferroviário local foi a Nacala, precisamente ao Desportivo, levar Antero Cambaco. Depois de uma época de luxo do treinador, os “locomotivas” da capital do norte, que deixaram Arnaldo Salvado sair inglório, não tiveram dúvidas para chamar Cambaco com intenções de atingir o pódio. Mas os “canarinhos” de Nacala também não se deixaram abalar e resgataram Sérgio Faife Matsolo, o técnico que deu o único título nacional a equipa, nomeadamente a Taça da Liga, na sua primeira edição. Sérgio Faife já trabalha em Nacala com ambições de mostrar o seu valor como homem do banco técnico.

Primodivisionários também trocaram de treinadores

As equipas que subiram ano passado para o Moçambola deste ano, parece não confiarem muito nos técnicos que foram responsáveis pela façanha. Em Xinavane, o Incomáti foi ao Ferroviário de Maputo pedir a cedência do homem da casa, Carlos Manuel, para segurar o lugar deixado vago pelo outro cedido pelos “locomotivas”, Danito Nhampossa. E o Ferroviário de Maputo cedeu. E também cedeu Danito Nhampossa, no seu regresso a casa, para comandar os destinos do Sporting de Nampula. Nhampossa chegou acordo com o Sporting de Nampula para orientar a colectividade na presente época. De referir que os “leões” de Nampula regressam à principal liga do futebol moçambicano 12 anos depois – a última vez que tinha estado no Moçambola foi em 2006.

Por fim, a UP de Manica foi resgatar um homem da casa. Funcionário da Universidade Pedagógica e com créditos firmados como treinador de futebol, depois de não ter conseguido manter a UP de Lichinga na alta roda do futebol moçambicano, Victor Matine vai agora procurar manter a outra UP, a de Manica, no principal campeonato nacional de futebol.

Para já, as equipas vão preparando a época futebolística, esperando conhecer seus adversários esta sexta-feira, quando for realizado o sorteio do Moçambola 2018, na gala de premiação dos melhores de 2017.

 

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