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Empresas produtoras do açúcar defendem mais investimento nas comunidades

A empresa moçambicana Ecofarm e a angolana Biocom entendem que potenciar as comunidades que vivem arredor das indústrias pode ser um dos melhores caminhos para o agronegócio e a transformação económica em África. As duas firmas produzem açúcar

Num dos painéis da segunda edição da MOZGROW, duas empresas que produzem açúcar falaram de suas experiências e a relação com o agronegócio e a transformação económica em África. Trata-se da angolana Biocom e a empresa moçambicana Ecofarm.

“Hoje a Biocom tem cerca de 26 mil hectares de cana plantada para a colheita. E a capacidade da Biocom é além dessa. As comunidades estão sendo mobilizadas para formar cooperativas”, disse Gerry Gombo, representante da firma localizada em Malanje, Angola, e que há cinco anos se ocupa na produção do açúcar convencional.

Gombo afirmou que a firma de que faz parte tem dedicado sua atenção ao diverso apoio às comunidades circunvizinhas onde a indústria se encontra, de modo a que tenham participação, ainda que de forma indirecta, no processo de produção do açúcar. O representante citou, por exemplo, a mobilização que está em curso de modo a dotar as famílias próximas da Biocom de capacidade técnica na produção da cana.

“Elas (as comunidades) terão todo apoio técnico de consultores para que possam produzir cana na qualidade que se espera, para que a Biocom possa comprar essa cana e, assim, puder além de valorizar a região e os agricultores, também gerar renda e emprego”, explicou.

Já a nível endógeno, a Ecofarm representada por Albano Leite destacou o potencial do país ao nível da produção do açúcar, ao lembrar a predominância no vale do Zambeze desde 1860, quando o produtor britânico Piter Hornung foi se estabelecer em Sena, depois em Mopeia, Luabo e Marromeu, respectivamente.

Entretanto, longe da história e em meio aos desafios actuais, para uma fórmula que permita eficaz o agronegócio e a consequente transformação económica, a Ecofarm fala de um desafio: “tornar a comunidade realmente parceira do projecto do nosso açúcar”, envolvendo-a em todos os níveis.

Uma vez que a Ecofarm também aglutina actividade pecuária, a empresa acredita que tornando parceria a comunidade, na produção da cana, bem como na produção do estrume (para o melhoramento genético de gado bovino), haverá eficácia para a transformação económica que se almeja com base no agronegócio.

De um modo geral, para o propósito da potenciação do sector do agronegócio no país, os dois painelistas expressaram que plataformas como a MOZGROW são necessárias.

“Vamos continuar a capacitar os nossos trabalhadores, buscar cada vez mais empregar qualidade nos resultados, e ter esse momento como o que a MOZGROW está a oferecer de troca de experiências e entender que existe um propósito colectivo que e de África”, disse Gerry Gombo.

De referir que a empresa Biocom é uma das maiores em Angola e produz açúcar e energia na base da biomassa. Já a moçambicana Ecofarm produz açúcar orgânico e tem na Europa o maior mercado.

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