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Empresários menos confiantes no 3º trimestre de 2018

Confiança dos empresários nos principais indicadores macroeconómicos fechou o terceiro trimestre em baixa, comparativamente ao trimestre anterior, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A baixa confiança da classe empresarial nos indicadores económicos do país influenciou negativamente as expectativas no emprego, que voltaram a cair pelo segundo trimestre consecutivo.

Esta conjuntura desfavorável no trimestre em análise deveu-se, igualmente, à avaliação negativa da confiança nas actividades de produção industrial, dos serviços não financeiros e de comércio, face à apreciação positiva registada nos sectores de transporte, construção, alojamento e restauração, segundo o INE.

“Os preços prolongaram a trajectória decrescente pelo segundo trimestre consecutivo, a um ritmo ligeiro, apesar de ter aumentado de forma ténue em Setembro”, refere o INE, na sua publicação mensal sobre o Indicador do Clima Economico (ICE).

Em média, 29 por cento das empresas inquiridas pelo INE enfrentaram algum obstáculo no terceiro trimestre, o que correspondeu a um equilíbrio das firmas com limitação de actividade se comparado com o trimestre anterior, ou seja, manteve-se proporção de empresas com constrangimento na sua actividade diária.

Entretanto, e de acordo ainda com o INE, os sectores da produção industrial, construção e de comércio continuaram com a maior frequência relativa de empresas com problemas de ambiente de negócios.

Turismo recupera

No III trimestre, o Indicador de Confiança do Sector de Alojamento, Restauração e Similares voltou a recuperar, após um ligeiro abrandamento no trimestre anterior, tendo o respectivo saldo se mantido ao nível da média da sua série temporal.

A recuperação da confiança no sector que inclui também as cantinas, estabelecimentos de diversão e de bebidas continuou a dever-se à avaliação positiva do volume de negócios e da perspectiva da procura que suplantaram a procura corrente que diminuiu ligeiramente.

Com um alinhamento contrario ao indicador síntese do sector, a perspectiva da capacidade hoteleira continuou em queda, facto acompanhado também pela queda ligeira dos preços futuros.

Cerca de 27 por cento das empresas deste sector enfrentaram alguma limitação de actividade no II trimestre, o que representou 3 por cento de redução de empresas com constrangimentos face ao trimestre anterior.

Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector foram a baixa procura (39%), a concorrência (20%), a falta de acesso ao crédito (10%) e os outros factores não especificados (13%) em ordem de importância, indica o relatório do INE, cuja cópia “O País” teve acesso.

 

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