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Empresários da Beira paralisam actividades entre hoje e domingo

Os empresários da cidade da Beira, em Sofala, vão paralisar actividades por três dias – de sexta-feira a domingo – como forma de chamar atenção das autoridades no sentido de garantirem a segurança pública, face a onda de raptos.

Em conferência de imprensa, esta quinta-feira, os empresários do movimento “Beira anti-raptos” não esconderam a sua indignação em relação à falta de segurança nas capitais provinciais. Na cidade da Beira, por exemplo, em menos de cinco meses houve quatro raptos.

“Somos cidadãos contribuintes do Estado, mas acabamos por ser, de forma involuntária e violenta, contribuintes para a indústria de raptos. Pagamos impostos ao Estado, mas também somos obrigados a pagar vultuosos montantes financeiros em resgates às redes dos raptos e respectivos encobridores. Esta situação, tal como está, é insustentável e inaceitável”, afirmou Maulana Zeyn, porta-voz do movimento.

De acordo com a fonte, os citadinos da Beira não podem “permanecer eternamente calados, amedrontados e espezinhados perante situações tão graves e inconcebíveis”. É preciso “levantarmo-nos para fazer soar bem alto o nosso grito revolta. Esta é uma manifestação dos indignados, mas ao mesmo tempo é um apelo colectivo para que o Estado moçambicano, de uma vez por todas, apresente resultados concretos, consistentes e palpáveis na luta contra este mal [raptos]”.

O movimento “Beira anti-raptos” mostrou-se ainda preocupado com ausência de resultados nas investigações da Polícia.

“Vários empresários contribuíram com meios económicos para ajudar a Polícia a combater este mal, mas também daí não avieram resultados palpáveis. Por isso, queremos assegurar aqui que fizemos a nossa parte e estamos dispostos a continuar a fazer. Mas até agora essa colaboração tem sido em vão”, disse Maulana Zeyn, acusado a corporação de propalar inverdades.

“A nossa Polícia tem dito que as vítimas e os seus familiares não colaboram e não prestam informações que ajudem a investigar essa criminalidade. Não é verdade. Pelo menos na cidade da Beira certificamos que a maior parte das vítimas de raptos colaboraram com a Polícia, fornecendo elementos que julgaram importantes para ajudar na investigação, mesmo com todos os riscos que isso implica na situação actual. Mas os resultados teima em não aparecer”.

Os empresários da Beira “não exigem apenas que os raptos sejam combatidos eficazmente”, mas também “uma cidade da Beira livre” desse mal.

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