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Poluição ambiental causada por empresa chinesa atenta contra a saúde pública no Zimpeto

Foto: O País

Alguns moradores do bairro Zimpeto, na cidade de Maputo, queixam-se de poluição ambiental e atentado à saúde pública, alegadamente causada por uma empresa de capitais chineses, que se dedica à reciclagem de sacos plásticos.

Do interior da fábrica, vêem-se montes de sacos de plásticos, trazidos das várias lixeiras da cidade de Maputo. Há, no local, homens que trabalham o plástico, metendo-o na máquina trituradora que depois segue para a secção de lavagem e, por fim, segue para queima, onde se produz uma intensa fumaça que se espalha pelo meio ambiente. Mas, do lado de fora, onde estão as comunidades, há água concentrada que vem da fábrica e exala cheiros nauseabundos. Vêem-se ninhadas de mosquitos, cenário que causa preocupação a estes moradores. Nádia Nhabinde diz que “estamos a passar mal por causa dessa água que sai deste muro de vedação do chinês, por causa do trabalho que eles fazem e temos ido lá reclamar, mas eles não fazem nada”.

João Marco, um dos moradores de Zimpeto, conta que a fábrica chinesa os enganou e, hoje, está a pôr em causa a saúde dos moradores. “Quando a fábrica entrou aqui para operar, disse que era para produzir bolachas, pelo que a estrutura do bairro concordou, mas, ao longo do tempo, começamos a sentir cheiro de fio queimado, plásticos e questionámos, porque não era o cheiro de bolachas. Fomos até à fabrica, falamos com o chinês e verificámos que estão a reciclar lixo.”

No período de noite, o cenário torna-se mais crítico. A empresa de capitais chineses, baseada no Zimpeto, há sensivelmente oito meses, nega que esteja a poluir o ambiente. Delfina Tete é a assistente da unidade fabril que falou à nossa reportagem.

“A população tem reclamado por causa da água que sai daqui da empresa, mas nós, como empresa, já fechámos aquela água; conforme estão a ver, estamos a lutar para criar mecanismos para retirar aquela água e, quanto ao fumo, temos chaminé, apesar de não ser muito alto”. Verdade ou não, o facto é que há água estagnada e com cheiro forte e fumo também.

Parte das terras à volta da fábrica que se dedicavam à agricultura, alegadamente, estão continuamente a perder a capacidade produtiva devido às acções desta fábrica.

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