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Empossados mais 18 magistrados do Ministério Público com o desafio de impedir a corrupção no sector público e privado

Dezoito magistrados do Ministério Público tomaram posse, esta segunda-feira, em Maputo para diferentes áreas, A Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, desafiou-lhes a redobrarem esforços na luta contra a corrupção e lembrou que esta é uma das “prioridades estratégicas do Estado e da sociedade”  

Aos empossados, a guardiã da legalidade recordou que “as nomeações enquadram-se no âmbito da implementação dos Planos Estratégico” da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), “que prevê como umas das actividades prioritárias, a melhoria da intervenção do Ministério Público e o desenvolvimento institucional”.

Nesta perspectiva, o Ministério Público entende que é preciso “continuar a investir na prevenção” da corrupção, Segundo Beatriz Buchili, não basta repreender, exige-se “comportamentos éticos, transparentes e isentos, quer das instituições públicas, quer do sector privado, bem como de cada um de nós enquanto cidadãos responsáveis”.

Só com uma “consciência clara de que todos temos de agir e fazer a nossa parte poderemos fazer a diferença” no combate à corrupção, porque ela “tem um carácter destruidor e maléfico. Contribui para o descrédito, perda de legitimidade e degrada os valores morais da sociedade”, afirmou a Procuradora-Geral da República, salientando que a corrupção “atrofia as fundações do desenvolvimento económico e social e desencoraja o investimento estrangeiro directo, até mesmo nacional”.

Por isso, urge “continuar a privilegiar a nossa atenção nesta matéria”. Foi nesse contexto, prossegui Beatriz Buchili, que houve necessidade de expandir o GCCC para a província de Maputo. Ou seja, recentemente foi criado o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Maputo.

Por um lado, porque esta parcela do país “possui um grande parque industrial e com fronteiras, o que a torna susceptível de acontecer actos de corrupção como também tem sido objecto de várias denúncias e de notícias que continuamos a acompanhar, sobre o envolvimento de alguns gestores de fundos do Estado, em actos de corrupção, que hoje em dia sofisticam as formas de desvio desse dinheiro do Estado para o enriquecimento ilícito”, explicou a guardiã da legalidade.

Por outro lado, “sentimos que devemos continuar a acelerar o passo, adoptar mecanismos mais arrojados na prevenção e combate a este tipo de criminalidade, por isso, Excelência Dr. Cândido contamos com sua inteligência, entrega e dedicação, enfrentará os obstáculos com sentido de Servidor Público para que sejam alcançados os objectivos e metas plasmados no nosso Plano de Actividade e no Plano Estratégico do GCCC”, disse.

Por sua vez, Miguel Cândido, empossado para a função de director do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Maputo, disse que já tem o esboço do que pretende fazer. Alertou que, além do sector público, com o qual vamos trabalhar no âmbito da prevenção e combate à corrupção, vamos também incidir na luta contra o fenómeno no sector privado”, apontou o Procurador.

A Miguel Cândido junta-se Fredy Jamal, que passa a ocupar o cargo de Procurador Provincial-Chefe na Zambézia, a segunda mais populosa província do país e que, nos últimos dias, tem reportado vários crimes hediondos.

“A província é complexa por sua extensão, mas vamos nos juntar à equipa anterior com a qual vamos trabalhar e juntos dedicarmos esforços contra a criminalidade que tem marcado este ponto do país”, afirmou o homem que vai dirigir a Procuradoria na Zambézia.

Com a criação do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Maputo, o país passa a contar com quatro unidades anti-corrupção no país, nomeadamente os gabinetes regionais de Nampula, Beira e Inhambane, todos sob alçada da PGR, através do GCCC.

 

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