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Em curso plano para redução da mortalidade infantil até 2030

Trinta em cada 1.000 recém-nascidos morrem no primeiro mês de vida em Moçambique. Entretanto, o Executivo pretende reduzira taxa para 12 mortes, até 2030. Para o efeito, ontem foi lançado o Plano de Acção Para Cada Recém-Nascido (PACRN). Para o ministro da Saúde, Armindo Tiago, o problema está associado à saúde e (des)nutrição das mulheres em idade reprodutiva, bem como às gravidezes na adolescência.

Dados apresentados na manhã desta segunda-feira apontam que Moçambique é um dos países com taxas mortalidade infantil mais elevadas.

Para o ministro da Saúde, Armindo Tiago, a “elevada taxa de mortalidade materna e neonatal e a sobrevivência dos recém-nascidos, está associada à saúde à nutrição das mulheres em idade reprodutiva, à elevada frequência de gravidezes na adolescência”.

Esta situação, de acordo com o governante, “contribui para o aumento da exposição aos riscos obstétricos e neonatais”, o que faz com que a prematuridade seja “responsável por 50% dos óbitos neonatais”.

As dificuldades nas referências para as unidades sanitárias e a fraca prontidão de resposta quando há emergências são outros factores que concorrem para aumento da taxa de mortalidade, como fez saber Armindo Tiago.

Para fazer face ao actual cenário, ontem foi lançado o PACRN, com o objectivo de reduzir, até 2030, as 30 para 12 mortes em cada 1.000 recém-nascidos.

Segundo o ministro da Saúde, mais do que um plano, são necessárias acções concretas e coordenadas para que haja resultados desejados.

Para isso, deve haver melhoria nos cuidados obstétricos, início das consultas pré-natal o mais cedo possível de modo a detectar-se precocemente os factores de risco e tratar as doenças que eventualmente surjam.

A promoção dos cuidados básicos ao recém-nascido e o envolvimento comunitário na prestação contínua de cuidados da mulher e do recém-nascido, bem como assegurar que os partos ocorram sempre nas unidades sanitárias e que as mães cumpram todas as consultas pós-natais são outros elementos desejáveis para o sucesso da iniciativa ontem coloca em marcha.

Para a representante do Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Maria Fornara, no país ainda é insuficiente a capacidade do sistema de saúde para oferecer cuidados de saúde de qualidade durante a gravidez, melhores o parto e pós-parto e estes constituem desafios importantes para reduzir as taxas de mortalidade, que vem abrangido pelo plano.

“A adopção estratégica e implementação eficaz de políticas, programas e tecnologias focadas nas principais causas de morte e de morbilidade constituem um grande marco para o processo de saúde neonatal”, disse Fornara.

Nos últimos anos o Governo conseguiu, com ajuda de parceiros, reduzir significativamente a taxa de mortalidade em crianças de cinco anos. Daí, para a materialização do plano em referência os mesmos garantem continuar lado a lado com o Executivo.

A representante da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Monique Mosolf, referiu que “o Governo americano acredita que um sistema de saúde resiliente, a melhoria e expansão da rede sanitária até às comunidades mais necessitadas, a existência e disponibilidade de pessoal de saúde capacitado, a existência de materiais, equipamento e medicamentos essenciais para a prestação de cuidados de saúde de qualidade podem, de forma significativa, contribuir para a eliminação das mortes neonatais por causas evitáveis”.

No mesmo evento foi lançada a campanha Novembro Azul com o objectivo de fazer com que a sociedade esteja consciente sobre o cancro da próstata, doença que afecta anualmente mais de 1.600 homens no país.

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