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Em 6 meses, Moçambique terá Forças Especais para combater raptos e terrorismo

Foto: O País

O crime organizado poderá ter fim no país com o  lançamento hoje, em Macandezene, distrito da Manhiça, província de Maputo, da formação de Forças Especiais da PRM para combater o terrorismo, os raptos, o tráfico de drogas e seres humanos. A formação, que durará seis meses, vai decorrer dentro e fora do país.

Na Escola de Formação de Forças Especiais de Macandzene, estavam perfilados centenas de homens pertencentes ao primeiro regimento misto das Forças Especiais e de Reserva, incluindo a primeira companhia anti-raptos, todas integradas nas da PRM que hoje voltaram à instrução para adquirirem novas  competências e habilidades, com vista a combater o crime organizado no país, com destaque para o terrorismo e raptos, segundo avançou o comandante-geral da PRM, Bernardino Rafael.

“Tanto o terrorismo assim como os raptos são crimes que criam terror, portanto não há nenhuma diferença; criam terror aos moçambicanos, metem medo, afastam o desenvolvimento e o investimento no nosso país. Os raptos criam terror nas famílias, sobretudo na classe empresarial. Esta formação é para responder aos actuais desafios que o país enfrenta e para cumprir com as orientações de suas Excelências o Presidente da República, Comandante-em-Chefe das Força de Defesa e Segurança (FDS) na qual determinou que as FDS devem capacitar-se, adequar-se e melhorar a sua forma de actuar no combate ao terrorismo, ao tráfico de drogas e aos raptos, crimes que, neste momento, criam desordem na sociedade moçambicana.”

Quanto à hierarquia de comando, Bernardino Rafael esclareceu que esta Força vai obedecer ao Comando-Geral da PRM, mas a funcionar em coordenação com os outros órgãos da administração da justiça.

“Esta é uma força policial e quem dirige é o Comando-Geral, mas, quando agem, fazem em grupo”, esclareceu o Comandante-Geral da Polícia.

Quanto ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Rafael disse que continuará a investigar os raptos, mas a prevenção e combate caberão a esta Força. Tendo chamado atenção a estes agentes para não serem sequestradores.

“A ferramenta que vão adquirir é para servir o Estado moçambicano, exclusivamente aos moçambicanos honestos e não aqueles que pensam que podem continuar a raptar e extorquir cidadãos nacionais e fazer fugir os investidores.”

Os formadores serão ruandeses e moçambicanos e, devido à complexidade dos conteúdos a serem ministrados, uma parte dos agentes terá instruções fora do país. Espera-se que, até ao fim do primeiro semestre de 2022, esta força já esteja ao serviço do país e dos moçambicanos.

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