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Edmázia no palco do Centro de Conferências

É comum ouvir pronunciamentos como “Moçambique tem alguns dos melhores músicos instrumentistas de África”. Pode ser que sim, afinal, os artistas internacionais não se fazem de rogado na hora de colocar seus ritmos em instrumentos alheios. Ademais, são incontáveis os instrumentistas que andam pelo mundo acompanhando artistas que dispensam apresentações (aqui também).

Faz parte deste grupo de melhores instrumentistas nove jovens (alguns não tão jovens assim e a experiência comprova). Estão há 12 anos juntos, por isso a sincronização entre eles é nítida. Não precisam de horas para se explicarem o que quer que seja, independentemente da complexidade. Aliás, o tempo de trabalho permite uma boa disposição, condição primordial para um resultado “perfeito”.

A banda vai, a partir desta sexta-feira, acompanhar a cantora angolana Edmázia Mayembe – quem estará em digressão no país. A artista traz na manga “Água e Luz”. Trata-se de um trabalho que teve a composição de Matias Damásio (excepto numa música), por isso, talvez, uma feliz aceitação em Angola e noutros quadrantes. Em Moçambique não foi excepçâo, que o diga quem esteve no Festival Zouk este ano. Mesmo assim, a artista confiou os moçambicanos a sua instrumentalização no “tour” que ela organiza no país.

Esta terça-feira foi o seu primeiro dia de ensaios, mas a banda está familiarizada com as músicas há mais tempo. Ou seja, o principal trabalho não se faz no estúdio, mas em casa. Segundo Mauro, o representante da banda, cada um deve trabalhar individualmente e só depois em conjunto.

De acordo com Mauro, está tudo criado para que este seja um grande concerto, o de sexta-feira, no Centro de Conferências Joaquim Chissano. O concerto conta com angolanos Cef e Dreams Boys e os moçambicanos Sweet, Mimae e Tweenty Figers. Estes todos também sobem ao palco ao som da banda moçambicana.

É caso para dizer que Edmázia e seus convidados estão em boas mãos.

“Fizemos um repertório vasto com arranjos novos”, disse Edmázia Mayembe
"Acabamos de ensaiar agora, fizemos um repertório vasto, com arranjos novos. Está tudo a correr bem, está super maravilhoso. Só esperamos que todos estejam connosco para fazer a festa. Vamos fazer 14 músicas. Mas acredito que as pessoas vão pedir esta e aquela música, tal como é normal quando se trata de espectáculos ao vivo. Esta é uma banda que já conheço, já trabalhei com alguns moçambicanos em Angola e Moçambique. Estou super tranquila, porque eles são os melhores músicos e instrumentistas de África”.

 

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