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EDM renova contrato de venda de energia ao eSwatini

A Electricidade de Moçambique (EDM) renovou o contrato de venda de energia à sua congénere de eSwatini. Com o novo acordo, a EDM deverá continuar a disponibilizar ao país vizinho um total de 20 Megawatts de energia, todos os dias.

É o renovar de uma relação que iniciou há mais de dez anos. Num comunicado de imprensa, a empresa refere que vai continuar a vender energia eléctrica por mais 17 meses ao Reino de eSwatini.

A energia a ser disponibilizada à eSwatini Electricity Company pela EDM equivale à fornecida, neste momento, à cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, refere uma fonte da empresa moçambicana ligada ao contrato assinado entre as partes.

Segundo a nota de imprensa, a capacidade contratada poderá ser aumentada em função das necessidades de eSwatini.

“As partes apreciaram projectos em desenvolvimento nas áreas de geração e transmissão de energia, tendo acordado negociar um acordo de médio e longo prazos que, além de atender à crescente demanda, melhorará a segurança no fornecimento de energia àquele país vizinho”, refere o documento.

Importa referir que Moçambique e a África do Sul são os principais fornecedores de energia importada pelo país vizinho, que atende a mais de 70% das suas necessidades internas de consumo de electricidade.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM, Marcelino Gildo, citado no documento, o projecto da Central Térmica de Temane, já em fase de construção, poderá iniciar a sua operação comercial em 2025.

“O Projecto da Central Térmica de Temane inclui uma Linha de Transmissão de Vilankulo para Maputo a 400 Quilovolts, que se interligará ao sistema da Motraco, o mesmo que faz a interligação entre Moçambique e o Reino de eSwatini. No entanto, este corredor de energia poderá evacuar a potência produzida em Temane, não só para eSwatini, mas também para toda a região austral, através da África do Sul”, referiu Marcelino Gildo.

O Reino de eSwatini, segundo o comunicado de imprensa que temos vindo a citar, está interessado em importar mais energia de Moçambique nos próximos anos.

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