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Expositores presentes na feira Mozgrow consideram que o primeiro dia foi produtivo, pois conseguiram fazer parcerias e vender diversos produtos. Convidam, ainda, as pessoas a participarem no evento, pois estão a vender alguns produtos a preços promocionais.

Hoje, todos os caminhos de homens e mulheres que actuam na cadeia do agro-negócio, no país, davam à Arena 3D, em KaTembe. De regresso às exposições presenciais, os participantes, levaram à feira o seu melhor em termos de produtos e serviços. De Chókwè, o Instituto Superior Politécnico de Gaza foi à Mozgrow mostrar que, mais do que teoria, tem a componente prática no processo de ensino e aprendizagem.

“Conseguimos fazer intercâmbio com a Universidade Pedagógica de Maputo. Eles aproximaram-se ao nosso local de exposição e ficaram impressionados com o processamento de alimentos. Conseguimos vender quantidades significativas de ovos frescos, vendemos, ainda, repolho, feijões entre outros produtos que trouxemos para a exposição”, regozijou Salimo Muchecua, tendo avançado que “há muitos outros produtos que não trouxemos por causa de espaço e dificuldade de movimentação de animais como suínos, mas temos em abundância.”

Da Faculdade de Engenharias e Tecnologias da Universidade Pedagógica de Maputo também foram apresentadas soluções: “Trazemos, aqui, uma capoeira automatizada, através da qual se podem controlar a humidade e a temperatura para garantir que os animais não morram. Temos um sistema de produção de aves e apresentamos galinhas poedeiras, cujos ovos são fertilizados”, referiu António Maquil.

Mas a grande atracção do stand da UP-Maputo foi um bolo feito à base de batata-doce por estudantes. “Escolhemos a batata-doce porque é um tubérculo muito rico em nutrientes. Por ser natural e não ter passado por algum tipo de processamento, faz com que seja benéfico para a saúde. Este bolo é até benéfico para os diabéticos”, disse a estudante Érica Massingue.

No primeiro dia, os produtos frescos estiveram em abundância e a preços aliciantes. Moamba foi um dos distritos que mostraram o seu potencial agrícola. “Apresentamos as nossas riquezas agrícolas e muita gente esteve aqui para comprar os nossos produtos. Esperamos fazer parcerias com supermercados, para que os nossos produtores possam fornecer-lhes esses produtos”, esperançou Maria Elena.

Há quem esteja na feira e tem ambições para além dos limites territoriais de Moçambique. É o caso da Cooperativa de Desenvolvimento Agrário do Sul de Incomáti, que está baseada na Manhiça e Marracuene.  

Uma vez que as mudanças climáticas têm impactado na agricultura, a Syngenta apresentou sementes toleráveis a eventos extremos, mas, mais do que isso, a empresa mostrou a qualidade das plantas oriundas das suas sementes. “Quisemos mostrar para que os agricultores tenham a prova da qualidade dos nossos produtos. Eles ficaram muito felizes e pediram os nossos contactos. Esperamos que, nos próximos tempos, possamos sentir o feedback”, disse Carmona Cossa.

Quem também não escondeu a sua felicidade em participar na feira é Agribusiness System que já começou a fazer parcerias e vendas com os agricultores. “Os produtores gostaram da nossa tecnologia de produção de mudas. Eles já sabem que, com as nossas mudas, a sua produção melhora e tem maiores ganhos”, destacou Gabriel António, da Agribusiness System.

Esta é uma parte de um leque de produtos e serviços que podem ver e adquirir nos diversos stands da IV edição da Mozgrow a preços promocionais.

Oradores da feira Mozgrow defenderam, hoje, que o país deve apostar na agricultura baseada na ciência e nas tecnologias. Outro desafio apresentado é a formação de pequenos agricultores, com vista a transformar o sector produtivo e tornar o agro-negócio mais competitivo.

Com as atenções viradas para a “transformação e competitividade do agro-negócio”, discutiram-se os principais desafios que Moçambique enfrenta no sector produtivo.

Para a Bayer, multinacional que presta assistência na área agrícola, a agricultura deve ser baseada na ciência e nas tecnologias, como resposta aos mais recentes desafios do ramo de agro-negócio em Moçambique, e estimular o desenvolvimento local.

“Eu acredito que a agricultura é, sem dúvidas, a base para o desenvolvimento do país. Nós não temos uma agricultura baseada na ciência e nas tecnologias, o que constitui o maior problema. Dedicamos a maior parte das nossas energias a trabalhar na agricultura, mas não incorporamos insumos baseados na ciência nem nas tecnologias modernas”, avançou Norberto Mahalambe, country manager da Bayer Moçambique.

Atendendo que 90% da produção, no país, vem dos pequenos produtores, a Socodevi defende a capacitação deste grupo, por via de cooperativas, como solução para o problema da produtividade.

“O exemplo mais clássico que existe é a semente usada, hoje em dia, na agricultura. Os nossos produtores não sabem diferenciar semente de grão. Ir ao mercado Xipamanine ou Fajardo, comprar grão e semear não é vantajoso como pensam. Há necessidade de formar este grupo, por isso a Socodevi acredita na capacitação dos produtores em relação ao uso das sementes”, referiu Rui Vasco, director das Operações da Socodevi Moçambique.

A ideia de uma formação é, igualmente, sustentada pela Agra. Para a organização, é exemplo disso o facto de os produtores optarem pelo grão em vez de sementes. Entretanto, segundo Paulo Mole, uma lei específica solucionaria o problema.

“É importante que haja a lei que possibilite maior investimento nesta indústria de sementes, o que se aplica, também, aos fertilizantes. O país não tem uma lei, apenas tem regulamentos acerca disso. Esta situação inibe investimentos e, consequentemente, a capacidade de produzir, suficientemente, sementes para o país, o que dá espaço para que o grão circule no lugar da semente”, alertou Paulo Mole, country manager da AGRA Moçambique.

Da AQI, Rui Brandão afirmou que o país deve substituir a importação de produtos pela produção local, com vista a transformar o mercado nacional e, posteriormente, desenvolver o país.

“Normalmente, a razão principal é a ausência de mercado e a não disponibilidade de insumos nas zonas rurais. Se eu fosse o ministro da Agricultura, começaria por substituir o processo de importações pela produção local”, propôs Rui Brandão, director-executivo da AQI.

Moçambique é um país agrícola e possui, aproximadamente, 36 milhões de hectares de terra arável. A maior parte deste espaço é explorada pelo sector familiar.

A economia informal está a crescer e não há controlo no país. Foram perdidos cerca de 10 milhões de Meticais, nos primeiros dois meses deste ano, o que exige medidas para contornar a situação. Uma delas é estimular o cooperativismo, segundo a Autoridade Tributária, que defende o alargamento de pessoas que pagam impostos para aumentar o rendimento médio até 2035.

Moçambique tem estado a perder dinheiro devido à proliferação da economia informal e ilegal. Em 2021, por exemplo, o país perdeu, de acordo com a Autoridade Tributária, 11,6 milhões de Meticais e, só nos primeiros dois meses do ano em curso, o fisco não conseguiu captar 9,7 milhões de Meticais. Para inverter esta situação, está em marcha o Programa Nacional de Desenvolvimento Cooperativo.

A Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique defende a inclusão do sector informal num modelo que possa permitir o alargamento da base tributária e transformar Moçambique num país de rendimento médio. “Temos, ao nível da Cidade de Maputo, muitas associações de importadores, de vendedores, de produtores, e o que queremos é que essas associações se transformem numa organização com um modelo económico compatível com a nossa realidade e que possa contribuir para a transformação da nossa economia.”

O Instituto Nacional de Estatística diz que 90% da população com força economicamente activa está no sector informal, e a Cidade de Maputo é um dos centros de proliferação desse sector. O secretário de Estado da Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, que orientou a cerimónia de lançamento, defendeu e incentivou as associações informais a aderirem à iniciativa.

A cerimónia de lançamento do cooperativismo moderno contou com a presença de representantes de várias  associações de comerciantes informais.

A sessão de debates da quarta edição da feira de agro-negócios, Mozgrow, começou, hoje, na Arena 3D, em KaTembe, Cidade de Maputo, de forma incisiva. O grande protagonista do painel que reflectiu sobre “Agricultura e sustentabilidade ambiental” foi Faruk Tavares, para quem as práticas agrícolas comprometidas com a conservação da biodiversidade são imprescindíveis.

O gestor de Recursos Naturais e Mudanças Climáticas, Faruk Tavares, foi o principal orador do primeiro painel desta quarta edição da MOZGROW. Na sua intervenção, o especialista agrícola explicou que as práticas agrícolas comprometidas com a conservação da biodiversidade dependem de um factor importante: a consciencialização dos produtores agrícolas em matérias inerentes ao tema.

“É necessário que se pense na transformação dos hábitos dos agricultores familiares. Eles têm um paradigma que é antigo, que diz que a floresta só serve para o corte de árvores e produção agrícola. Nós queremos mudar esse hábito”, e reforçou: “O sucesso de todos os projectos estão baseados na população-alvo com quem trabalhamos. Não podemos falar da biodiversidade sem incluir o produtor familiar. Para que um projecto agrícola dê certo, é necessário que se olhe, primeiro, para as características da nossa agricultura”.

Portanto, num contexto em que vários produtores agrícolas contribuem para infertilidade do solo, com queimadas descontroladas ou para a erosão, devido ao desflorestamento desmedido, transformar a agricultura familiar em eco-agricultura, integrando a produção e a conservação, é urgente pela seguinte razão: “Se continuarmos a uma velocidade de 267 mil hectares por ano, numa província como a Zambézia, por exemplo, Moçambique vai transformar-se num deserto. As províncias que se encontram na zona costeira já começaram a ressentir-se dos efeitos das mudanças climáticas. Não é castigo de Deus, somos nós que estamos a causar esses fenómenos. Por isso, precisamos de entender qual é a importância dos recursos naturais para nós”.

Ao alcançar-se uma prática agrícola pró-ambiente, segundo Faruk Tavares, a sustentabilidade financeira será uma realização certa, até porque, actualmente, aumenta o número de pessoas e instituições interessadas em adquirir produtos conforme o modelo de produção. Quem argumentou esta visão foi a auditora para a Agricultura Sustentável, Sabine Lydia Mueller. “Há muita gente que gosta de comprar produtos seguros, que são cultivados em locais que não estão a destruir a natureza e que não comprometem a saúde das pessoas. Por exemplo, existe uma empresa moçambicana que está a produzir moringa de forma orgânica, isto é, sem utilizar pesticidas, mas com manejos orgânicos”.

A partir de Niassa, via zoom, participou, neste dia inaugural da Mozgrow, o gestor de Agronomia Ivans Popinsky, para quem “um dos nossos grandes desafios é, realmente, mudar a agricultura através de introdução de novos sistemas, incluindo a agricultura sintrópica, que não é fácil, mas é um dos passos importantes. “A interacção entre culturas e este modelo de reconhecer que, em áreas pequenas, os produtores conseguem produzir mais e melhor, é importante para garantirmos a sustentabilidade”, reforçou Popinsky.

No mesmo painel subordinado ao tema “Agricultura e sustentabilidade ambiental”, interveio José Carlos Marques, engenheiro agrícola português, que, via zoom, se referiu às práticas que devem ser abandonadas, quando se fala de desenvolvimento da agricultura. “Sabe-se, hoje, que a utilização da charrua em solos tropicais ou de clima mediterrânico tem um impacto negativo nos solos e na vida dos solos.”

Em geral, portanto, Faruk Tavares, Sabine Lydia Mueller, Ivans Popinsky e José Carlos Marques estiveram de acordo no que diz respeito à necessidade de investir numa actividade agrícola comprometida com a conservação da biodiversidade, pois as vantagens são claras para o produtor e para o ambiente.

A quarta edição da Mozgrow foi aberta hoje, na Arena 3D, em Maputo, e termina amanhã.

A Cooperativa de Desenvolvimento Agrário do Sul de Incomáti vai juntar-se à quarta edição da Mozgrow. Na feira de agro-negócio, a COOPDASI pretende apresentar variedades de batata-doce e outros produtos e serviços da agremiação.

Lançada, recentemente, no distrito de Marracuene, província de Maputo, a Cooperativa de Desenvolvimento Agrário do Sul de Incomáti (COOPDASI) confirma a sua presença na quarta edição da Mozgrow. Tratando-se da sua primeira participação no evento, a entidade colectiva e solidária espera aprender e fazer-se conhecer no mercado nacional.

“Vamos à Mozgrow para pedir apoio na comercialização, mostrar como trabalhamos e adquirir conhecimento que nos vai impulsionar a avançar nas nossas actividades”, disse Eva Nguenha, presidente da COOPDASI.

A cooperativa, que se dedica à produção, ao escoamento e à comercialização de produtos agrícolas, vai levar para o quarto maior encontro dedicado a diversos actores do agro-negócio variedades de batata-doce.

“Os produtos que iremos apresentar, que temos agora nesta nossa cooperativa, são batatas-doces”, revelou a presidente da COOPDASI.

A COOPDASI, cuja criação contou com um apoio da Cooperação Canadiana através do Projecto do Empoderamento Económico das Mulheres Rurais (PAEF), pretende eliminar aquele que era o calcanhar de Aquiles dos produtores da Manhiça e Marracuene, ou seja, comercialização dos produtos.

A maior feira de agro-negócio do país arranca amanha, na Arena 3D, em KaTembe. As inscrições continuam abertas a partir do site: www.mozgrow.co.mz

A multinacional Syngenta e a empresa fornecedora de Material Hidráulico, a INOXMECC Water Equipment, vão juntar-se, nos próximos dias 6 e 7, à quarta edição da feira de agro-negócios, a Mozgrow, na qual vão expor os produtos que produzem e comercializam no mercado nacional.

Presente na maior feira nacional de agro-negócios desde a primeira edição, a Syngenta voltou a dizer “sim” à Mozgrow. A empresa que promove a melhoria da produção no país, através da disponibilização de sementes híbridas de grande qualidade, vai ao grande encontro dedicado a diferentes actores do sector com a lição bem estudada.

“Nós estamos no mercado onde os produtores têm várias culturas para fazer escolha consoante a época de produção. Nós, como Syngenta, recomendamos e instruímos sobre quando e como devem fazer isso e temos sementes de qualidade certificada e mais eficiente em termos de uso e rentabilização dos investimentos”, esclareceu Carmona Cossa, promotor de vendas da Syngenta Moçambique

A empresa pretende aproveitar a oportunidade para atingir novos públicos: “Esperamos, mais uma vez, poder atingir um público específico e inclusivo que a Mozgrow sempre nos traz. No fim de tudo, esta plataforma dá-nos vantagens competitivas em relação ao mercado onde operamos”, realçou António Magaia, representante comercial da Syngenta Moçambique.

Está, igualmente na lista de expositores, a INOXMECC Water Equipment. Por ser a sua primeira participação no evento, a empresa tem grandes expectativas: “Nós vemos à Mozgrow como um evento muito importante aos parceiros desta indústria. Nesta edição, teremos o privilégio de lidar com as empresas que estão envolvidas no agro-negócio e expandir os nossos serviços”, disse Alessandro Conficoni, representante da INOXMECC Water Equipment.

A empresa especializada no fornecimento de equipamento de gestão de água vai apresentar, na Mozgrow, produtos e serviços virados para o sector de agro-negócio: “Vamos apresentar vários produtos, entre os quais, as bombas de água para servir a indústria agrícola, junto a vários acessórios de canalização”, revelou Alessandro Conficoni.

Para chegar à Arena 3D, palco da quarta edição da MozGrow, a organização do evento criou facilidades, entre as quais, o transporte gratuito para os participantes. As inscrições estão abertas e são feitas através do site: www.mozgrow.co.mz

 

O preço do diesel aumentou cerca de 26 Meticais de Janeiro a Julho deste ano. No mesmo período, a tarifa do transporte de passageiros, na Cidade de Maputo, manteve-se inalterada.

No dia 2 de Janeiro, entrou em vigor, na Cidade de Maputo, a nova tarifa de transporte. Para distâncias inferiores a 10 quilómetros, o preço passou a ser de 12 Meticais e, para as maiores, passou para 15 Meticais. De lá para cá, o preço do transporte, na capital do país, não foi alterado.

Entretanto, durante o mesmo período, ou seja, de Janeiro a Junho deste ano, os preços dos combustíveis foram mexidos três vezes: em Março, Maio e a última em Julho.

Por exemplo, o diesel que era vendido em Janeiro a 61,71 Meticais, em Março subiu 9,26 Meticais, passando a custar 70,97 Meticais. Em Maio, o preço do gasóleo voltou a aumentar, desta vez, oito Meticais, e passou a ser vendido a 78,97 Meticais. Passaram mais dois meses, e o preço do gasóleo voltou a ser agravado em nove Meticais, passando a custar, desde o dia 2 de Julho último, 87,97 Meticais.

Com estas três subidas, significa que, de Janeiro a Julho deste ano, o preço do diesel, que é o combustível usado em grande parte dos transportes de passageiros, na Cidade de Maputo, passou a custar 26 Meticais mais caro, embora a tarifa do transporte seja a mesma praticada desde o início deste ano.

Os aumentos não aconteceram somente no diesel. O litro da gasolina que era vendido a 69,04 Meticais, em Janeiro, actualmente é vendido a 86,97 Meticais, um aumento do preço, por litro, de 17,93 Meticais.

Por seu turno, o gás para viatura, que custava 32,69 Meticais em Janeiro, já é vendido a 43,73 Meticais, o equivalente a mais 11 Meticais.

Há mais. A botija de gás de cozinha de 11 quilos que era vendida a cerca de 780 Meticais, actualmente custa 1122,22 Meticais, uma subida de 341 Meticais. Todas estas despesas tornam mais pesadas as contas das famílias e das empresas.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, inicia, esta terça-feira, os trabalhos de preparação para o torneio regional da Cosafa, que terá lugar em Durban, África do Sul.

Os Mambas, que começam a sua participação na Cosafa, nos quartos-de-final, em função da sua boa prestação na última edição, para além da sua boa posição no ranking da FIFA, defrontam o país anfitrião a 13 de Julho corrente.

Chiquinho Conde convocou 23 jogadores para esta empreitada, todos eles a actuarem internamente, ou seja, em clubes do Moçambola. Os mesmos juntaram-se, na noite de hoje, numa estância hoteleira para entrar em estágio de preparação.

Trata-se de três guarda-redes, oito defesas, sete médios e cinco avançados, que jogam nas cinco melhores equipas do Moçambola. A União Desportiva do Songo é a que mais jogadores cede aos Mambas, nomeadamente, sete, seguida do Costa do Sol, com cinco, e da Black Bulls, com quatro jogadores. Os Ferroviários de Maputo e da Beira contribuem com três jogadores cada, enquanto o Ferroviário de Nampula coloca apenas um jogador na selecção nacional.

O seleccionador nacional espera que todos estejam em condições de iniciar a preparação a partir desta terça-feira, tendo em conta os locais onde cada um jogou no fim-de-semana.

Os jogadores da União Desportiva de Songo jogaram em casa, diante do Matchedje de Mocuba, e chegaram a Maputo ainda hoje, o mesmo que aconteceu com os jogadores dos Ferroviários da Beira e de Nampula, que jogaram no “Caldeirão” de Chiveve, na cidade da Beira.

Os atletas do Ferroviário de Maputo, Black Bulls e Costa do Sol não tiveram necessidade de viajar, uma vez que as suas equipas jogaram em Maputo e Matola, respectivamente.

A equipa técnica dos Mambas já começou a avaliar o seu adversário, através de um dos seus membros, que acompanhou a convocatória e o estágio de cada um dos atletas. “Estamos a observar a África do Sul e vamos encontrar os seus pontos fracos. Vamos transmitir essa informação aos jogadores, para que possam trabalhar a conhecer o adversário”, realçou o seleccionador nacional.

Por isso mesmo, a palavra de ordem é a vitória, até mesmo para contrariar o favoritismo e o histórico de resultados, que dá vantagem à África do Sul. “Obviamente, o historial não é favorável para nós, mas não podemos colocar todo o passado como parte negativa do que queremos para o futuro. Só nós temos a possibilidade de inverter este paradigma, e vamos fazer de tudo para que isso aconteça”, disse Chiquinho Conde, durante a conferência de imprensa, realizada na passada sexta-feira, na sede da Federação Moçambicana de Futebol.

Conde vincou, ainda, que “vamos encarar o adversário com realismo e disfrutar de uma belíssima partida de futebol”.

Os Mambas vão realizar cerca de oito sessões de treinos em solo pátrio, antes de se deslocar a Durban a 11 de Julho, para o jogo do dia 13.

A Tecap vai apresentar, na 4ª edição da Mozgrow, soluções viradas para a massificação do uso de sementes certificadas e das tecnologias no sector agrário. A maior feira nacional de agro-negócios terá lugar em KaTembe nos dias 6 e 7 deste mês.

Apenas cerca de 10 por cento dos agricultores, em Moçambique, utilizam sementes certificadas. Em esforços para reverter o cenário, a Tecap, uma das empresas que lideram a introdução de novas tecnologias no ramo da agricultura no país, vai apresentar, na quarta edição da Mozgrow, suas soluções.

“Queremos mostrar as vantagens das sementes certificadas e tecnologias que temos, máquinas, tractores e outros produtos. Temos vindo a falar dos problemas na agricultura nacional e conhecemo-los muito bem e este é o momento de soluções, começando por aplicar as tecnologias. A agricultura é educação, é tecnologia e é inovação”, disse Rolando Gemo, director-geral da Tecap

A empresa de tecnologia e consultoria agro-pecuária conta com uma vasta experiência na maior feira nacional de agro-negócios e faz um balanço positivo de suas participações nas edições anteriores. Do evento que se aproxima, a firma promete tirar mais vantagens em benefício do país.

“A agricultura é um ramo de muita complementaridade entre os intervenientes e acreditamos que haja outros parceiros que possam completar o que nós temos, do mesmo modo que os nossos produtos e serviços complementam os dos outros. Portanto, a nossa expectativa é ‘be to be’, como se diz em inglês, apresentando coisas mais eficazes e proactivas”, garantiu o director-geral da Tecap.

A quarta edição da Mozgrow poderá ser acompanhada através da televisão e das plataformas digitais. O evento vai, mais uma vez, propor respostas aos desafios do agro-negócio no país.

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