O País – A verdade como notícia

“É necessário que haja mais abertura dos órgãos que detém a informação”

Comemora-se nesta sexta-feira 27 anos após a aprovação da lei de imprensa nacional. Apesar da pluralidade de órgãos de comunicação social existentes, jornalistas ouvidos pelo  “O País”, em Moçambique persiste um fraco domínio do instrumento por parte de alguns profissionais da comunicação social e este pode ser um dos factores que contribui para a sua violação.

Jacinta Nhamitanbo, jornalista e Presidente da Associação Mulher na Comunicação Social, diz que a liberdade de imprensa evoluiu bastante, mas há muito que se melhorar. “É necessário que haja mais abertura dos órgãos que detém a informação. Temos a Lei de Imprensa disponível mas a sua aplicação precisa ser melhorada”, acrescentou.

Jornalista e PCA do jornal Público, Rui de Carvalho diz que a lei traz benefícios apenas para jornalista, a população sente esse impacto. Ao mesmo tempo, considera que exista uma ameaça escondida à liberdade de imprensa, o que faz com que alguns jornalistas tenham medo de escrever a verdade. “Os jornalistas devem se unir em um sindicato forte, que queira em salvaguardar os interesses de joranlistase não outros”, afirmou.

A lei de imprensa foi aprovada em 1991 como resultado de um abaixo-assinado por poucos jornalistas que nos finais da década 80 e princípios da década de 90, perceberam sobre mudanças que o país estava a operar nos diversos campos. 

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